Sindicato Nacional da Polícia exige que MAI trate sindicatos da PSP por igual
14 de jan. de 2025, 12:00
— Lusa/AO Online
“A
ministra tem de tratar os sindicatos da mesma forma, esquecer aquilo que
foi o acordo de 2024 e preocupar-se com as negociações que vão ter
lugar em 2025. Se não o fizer, corre o risco de mais uma vez ter
problemas se tivermos de celebrar algum acordo”, disse aos jornalistas o
presidente do Sinapol, Armando Ferreira, no final de uma reunião com a
ministra da Administração Interna.O
sindicalista chegou a ameaçar que não estaria presente nesta primeira
reunião da nova ronda negocial, mas acabou por comparecer porque lhe foi
facultado o acordo assinado em julho de 2024 com três sindicatos da PSP
e duas associações da GNR sobre o aumento faseado do suplemento de
risco.No entanto, Armando Ferreira
continua a afirmar que a ministra está a discriminar sindicatos da PSP
porque não está a ter as reuniões com todas as estruturas no mesmo dia e
está a tratar de forma diferente aqueles que assinaram o acordo.“A
ministra cometeu um erro ao receber no dia 06 aqueles que assinaram o
acordo e uma semana depois, que é hoje, os sindicatos que não assinaram o
acordo. É preciso perceber que os sindicatos que não assinaram o acordo
representam a maioria dos polícias. Quem assinou o acordo não é quem
representa a maioria dos polícias”, precisou.Armando
Ferreira sublinhou que o Sinapol não se reuniu uma única vez com a
ministra desde julho de 2024, enquanto os sindicatos que assinaram o
acordo já se reuniram várias vezes.O sindicalista disse ainda que as próximas reuniões têm de incluir todos os sindicatos no mesmo dia.“Se
a ministra insistir em manter uma diferenciação e manter sempre os
mesmos à frente obviamente que vamos tomar medidas”, disse, sem
especificar quais.Também o Sindicato Independente dos Agentes de Polícia (SIAP) recebeu hoje o acordo assinado em julho, tendo o seu presidente.Carlos
Torres considerou que se “nota que há uma discriminação” por parte da
ministra entre as estruturas que assinaram o acordo e aquelas que não
assinaram, mas referiu que acredita existir “boa-fé” nas negociações que
agora vão começar, uma vez que há matérias que é preciso analisar.Um
dos pontos da negociação é a revisão do estatuto profissional, mas o
presidente do SIAP defendeu que, em vez de ser alterado, devia entrar em
vigor na totalidade o atual estatuto de 2015.Carlos
Torres disse que há matérias do atual estatuto que “nunca entraram em
vigor”, como a pré-aposentação, higiene e segurança no trabalho e
suplementos remuneratórios.Se estas
questões fossem resolvidas, muitos dos problemas dos polícias ficavam
resolvidos, disse o sindicalista, dando conta de que a ministra pediu
também contributos ao sindicato sobre a portaria que já entrou em vigor e
altera os requisitos de admissão ao curso de formação de agentes da
PSP.Desconhecendo se a portaria vai ser
anulada, Carlos Torres acredita que vai ser alterada depois de ouvir os
sindicatos e defendeu que a atratividade da profissão é conseguida
através de melhores salários e não através do alargamento da idade e
diminuição de provas físicas como está previsto no diploma que entrou em
vigor há mais de oito dias.