Sindicato Nacional da Polícia acusa Governo de adiar negociações
8 de set. de 2025, 12:42
— Lusa/AO Online
Em
comunicado enviado às redações, este sindicato disse que o Governo já
está, neste momento, a preparar o Orçamento do Estado para o próximo ano
e que, ao mesmo tempo, “continua a ignorar por completo os sindicatos
da PSP, adiando, sem justificação plausível, negociações sobre temas
absolutamente centrais”. Em cima da mesa
das negociações estão três questões que há muito têm vindo a ser
reivindicadas pelos sindicatos: a revisão do estatuto profissional, a
valorização das carreiras remuneratórias e a atualização dos suplementos
remuneratórios, cuja última alteração foi feita em 2019. Em
julho, as estruturas sindicais da GNR e da PSP reuniram-se com o
Ministério da Administração Interna, num encontro de apresentação, tendo
a tutela apontado para setembro a retoma das negociações. O
caderno reivindicativo já tinha sido apresentado em janeiro, quando as
negociações iniciadas pela anterior ministra da Administração Interna
foram suspensas devido à queda do Governo. Agora,
o Sinapol entende que as matérias em discussão entre sindicatos e
tutela têm “impacto direto nas finanças públicas” e que “o facto de o
Governo já estar a preparar esse documento [Orçamento do Estado para
2026] sem sequer iniciar um diálogo com os representantes dos polícias
é, por si só, revelador da ausência de vontade política para inscrever
verbas que permitem valorizar a carreira policial”. Caso
o Governo continue a “desconsiderar as reivindicações dos polícias”, o
Sinapol admite “desencadear ações concertadas de protesto, determinadas e
firmes”. O mesmo sindicato anunciou ainda que vai dar início a uma ronda de reuniões com todos os partidos com assento parlamentar. Em
julho de 2024, quando o Ministério da Administração Interna assinou um
acordo com sindicatos da PSP e associação da GNR sobre o aumento do
subsídio de risco, ficaram previstas novas negociações para discutir
tabelas remuneratórias, carreiras e revisão dos suplementos. A
anterior ministra, Margarida Blasco, começou as negociações em janeiro,
que apenas se limitaram a estabelecer um calendário de reuniões, mas
foram interrompidas com a queda do Governo.