Sindicato marca greves em empresas privadas e IPSS nos Açores para exigir semana de 35 horas
5 de jun. de 2024, 14:44
— Lusa/AO Online
“Para
assinalar a necessidade de trazer à discussão pública os problemas dos
trabalhadores do setor privado da Terceira, sobretudo com os horários de
trabalho e a necessidade da aplicação do horário de trabalho das 35
horas a todos os trabalhadores, foram marcadas greves em várias empresas
e entidades empregadoras da ilha para 07 de junho”, revela o sindicato
em comunicado.Na nota, o Sindicato dos
Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Alimentação, Bebidas e
Similares, Comércio, Escritórios e Serviços, Hotelaria e Turismo,
Transportes e Outros Serviços dos Açores (SITACEHTT/Açores) adianta que
as paralisações estão marcadas em empresas como a Insco, o Centro de
Fabricação dos Açores, a Sportessence, a Emater, a Pronicol, a Unicol, a
Mobiazores e a Azores On Route (nestas duas últimas a greve vai começar
na quinta-feira).“No setor das creches,
jardins-de-infância e ATLS, das Instituições Particulares de
Solidariedade Social esta jornada de luta é extensível a toda a região,
com uma greve convocada para o dia 07 de junho”, lê-se na nota de
imprensa.Também na sexta-feira, o
sindicato vai organizar uma concentração de trabalhadores pelas 10h00 na
Praça Velha, no centro de Angra do Heroísmo.“Consideramos
fundamental que as questões da conciliação da vida profissional com a
vida familiar e pessoal sejam discutidas, sempre na perspetiva de
melhorar a vida quotidiana dos trabalhadores e das suas famílias que
diariamente se confrontam com um conjunto de condicionamentos”, defende.O
SITACEHTT/Açores refere que o arquipélago é “uma das regiões da União
Europeia onde se trabalha mais horas por semana”, considerando a redução
do período normal de trabalho máximo para as 35 horas semanais uma
reivindicação “possível, justa e necessária”.“O
prolongamento generalizado e a constante irregularidade dos horários e
tempos de trabalho são incompatíveis com a necessária conciliação da
vida profissional com a vida pessoal. O alargamento e a desregulação dos
horários de trabalho são dos principais problemas com que hoje se
debatem os trabalhadores”, salianta o sindicato.