Sindicato mantém greve nas IPSS e Misericórdias dos Açores na quinta e sexta-feira
29 de nov. de 2021, 18:16
— Lusa/AO Online
"Após
várias reuniões com a URMA (União Regional das Misericórdias dos
Açores) e com a URIPSSA (União Regional das Instituições Particulares de
Solidariedade Social dos Açores), o impasse nas negociações continua.
Por isso, o SINTAP mantém a greve geral anteriormente anunciada para os
dias 02 e 03 de dezembro por ainda não estarem criadas as condições para
se celebrar um acordo, o qual seja justo para os trabalhadores das IPSS
e das Misericórdias da região", lê-se num comunicado enviado às
redações pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de
Entidades com Fins Públicos.Segundo o
SINTAP, "as partes ainda não chegaram a um acordo que garanta as
reivindicações dos trabalhadores", garantindo o sindicato que "tudo fará
para o conseguir, não defraudando quem trabalha nesta área social."O
SINTAP continuará a negociar até que possamos chegar a um acordo que
satisfaça ambas as partes, privilegiando o diálogo e a concertação
social", lê-se na nota.Os trabalhadores
das IPSS e Misericórdias dos Açores já tinham cumprido nos dias 28 e 29
de outubro um primeiro período de paralisação como protesto pelos
aumentos propostos pela URMA e pela URIPSSA, que não vão além de 1%.O SINTAP reivindica um aumentam salarial para estes trabalhadores de, pelo menos, 2,5%, percentagem que consideram ser “justa”.“Reivindicamos
a apresentação de uma proposta concreta e objetiva, por parte dos
representantes das instituições sociais e das misericórdias da região,
para que se possa proceder, de imediato, à abertura de um verdadeiro
processo negocial, em que impere, efetivamente, o princípio da boa-fé”,
explicou Luís Armas, do SINTAP.De acordo
com os dados divulgados pelo SINTAP/Açores, os primeiros três escalões
de rendimentos dos trabalhadores afetos às IPSS e Misericórdias da
região auferem todos do salário mínimo, uma vez que os seus vencimentos
base não foram atualizados durante vários anos, e acabaram por ser
“absorvidos” pelo ordenado mínimo regional.