Sindicato dos Trabalhadores da Migração acusa AIMA de seguir passos do SEF
26 de jan. de 2025, 15:37
— Lusa
Em causa,
segundo a dirigente Manuela Niza, está a manutenção das chefias vindas
do ex-SEF, extinto em outubro de 2023, na atual AIMA, ignorando que a
organização também inclui competências do antigo Alto Comissariado para
as Migrações (ACM).“Deixar estas pessoas,
sem concurso, em lugares de chefia é desde logo um tiro no pé da própria
instituição”, afirmou Manuela Niza, que esteve reunida há uma semana
com a direção da AIMA, em representação do STM.“Fizemos
saber à direção que se vivia neste momento um clima de nepotismo e
despotismo da AIMA”, que teve uma “passagem mal feita e mal planeada” no
seu processo de criação a partir da extinção do ACM e do SEF.Para
a organização hierárquica da AIMA “não houve qualquer tipo de concurso,
não se teve em conta a capacidade das pessoas” e criou-se um modelo que
mantém a tradição administrativa do próprio SEF, acusado de não ter
como foco o acolhimento dos imigrantes.Por
outro lado, ao contrário do que antes sucedia, em que os técnicos
faziam de tudo, agora a estrutura está divida entre os funcionários que
“fazem atendimento e os outros só fazem instrução” de processos.Isto “cria problemas de fluidez de atendimento”, acusou Manuela Niza.Numa
carta enviada aos funcionários, a direção do STM explicou que
expressou, na reunião de 09 de janeiro, à direção da AIMA “o
desconforto” dos trabalhadores, contestando também que o sindicato ainda
não tenha acesso à listagem de funcionários ou a um ‘email’
institucional.Na reunião, o STM, pediu a
reposição do “abono para falhas retirado a funcionários” e do “subsidio à
fixação nos arquipélagos da Madeira e Açores”, contestando também a
“forma como estão a ser mobilizados os meios” para a Estrutura de
Missão.No encontro, o sindicato comunicou à
direção da AIMA que pediu à tutela a “criação duma carreira especial”
para quem trabalha com a migração.“Paradoxalmente
a nossa Direção não se mostrou muito entusiasmada com a hipótese, por
razões que, francamente não entendemos”, concluiu ainda o STM.