Sindicato dos Professores da Região dos Açores marca greve
11 de set. de 2018, 20:22
— Lusa/AO Online
A vice-presidente
do SPRA, Luísa Cordeiro, apresentou hoje, em conferência de imprensa, em
Angra do Heroísmo, a linha de ação reivindicativa para os docentes da
Região, da qual se destaca a exigência de que seja restituído aos
professores, na totalidade, o tempo de serviço congelado.Para
o SPRA, é essencial a "recuperação de todo o tempo de serviço prestado
durante o congelamento: nove anos, quatro meses e dois dias", razão pela
qual serão realizados no dia 14 de setembro, primeiro dia do ano
letivo, plenários sobre o tema em toda a região.A
organização sindical lamenta que o Governo da República, "de forma
inflexível e intransigente”, não tenha apresentado “qualquer proposta
para negociar o prazo e o modo de recuperação dos anos congelados, numa
clara violação da lei do Orçamento do Estado e um total desrespeito pela
declaração de compromisso assinada a 18 de novembro de 2017”.O
sindicato recorda ainda que a Assembleia da República, através de uma
resolução de janeiro deste ano, recomendou ao Governo a recuperação,
"para efeitos de progressão na carreira, de todo o tempo de serviço
prestado em período de congelamento".Sobre
esta matéria, o sindicato lamenta, ainda, que o Governo se prepare
"para apagar mais de seis anos e meio do tempo que os professores e
educadores trabalharam, mantendo a proposta apresentada quando, pela
força da luta dos docentes, nomeadamente de sucessivas greves, foi
obrigado a negociar".Para
além desta questão, o SPRA defende a "criação de medidas de combate ao
desgaste e envelhecimento da profissão", como a implementação de um
"regime específico de aposentação aos 36 anos de serviço,
independentemente da idade, e, no imediato, aos 40 anos de carreira
contributiva", bem como a disponibilização de orçamentos às escolas "que
viabilizem a execução dos respetivos projetos educativos".A
precariedade dos docentes é também uma preocupação para o sindicato,
considerando que, "durante esta legislatura", o "Governo [Regional] deve
integrar nos quadros pelo menos 400 docentes".Sobra
as ações reivindicativas programadas, destacam-se a greve de docentes,
que se insere numa iniciativa nacional, bem como uma manifestação que
acontecerá no dia 5 de outubro, Dia Mundial do Professor.