Sindicato dos pilotos lembra que sempre denunciou erros de gestão
TAP
7 de mar. de 2023, 09:18
— Lusa/AO Online
“O SPAC
congratula-se com a divulgação do relatório da IGF, pondo fim a um
episódio que todos desejávamos que nunca tivesse acontecido, envolvendo a
saída de uma ex-administradora da TAP, sobretudo pela transparência do
ato que contrasta com a opacidade do Plano de Reestruturação”, frisou
este sindicato.A IGF concluiu que o acordo
celebrado para a saída de Alexandra Reis da TAP é nulo, adiantou o
Governo, que vai pedir a devolução da indemnização.Na
sequência das conclusões do relatório, o Governo exonerou o presidente
do Conselho de Administração e a presidente executiva da TAP, Manuel
Beja e Christine Ourmières-Widener, e anunciou que escolheu Luís Silva
Rodrigues, que atualmente lidera a Sata, para assumir ambos os cargos.Em comunicado, o SPAC referiu que “sempre exigiu esta investigação e sempre denunciou o que pareceu ser erros de gestão”. O
sindicato sublinhou também que “a presente situação” demonstra que é
“necessário supervisionar a qualidade dos atos de gestão”.“Ao
contrário do que nos foi afirmado pelo atual ministro das
Infraestruturas [João Galamba], que não lhe interessava as ações de
gestão, só o resultado final”, frisou ainda.“Para
o futuro esperamos que o poder político encontre a estabilidade
necessária para resolver um dos maiores problemas da aviação comercial
em Portugal, como é a construção de um novo aeroporto, de modo a
proporcionar as condições exigidas pela indústria para potenciar este
negócio o que se refletirá também nas condições de trabalho”,
acrescentou.Sobre os “bons resultados
financeiros” da companhia aérea portuguesa anunciados pelo Governo, o
SPAC salientou que “estes lucros não podem ser obtidos à custa dos
cortes salariais dos trabalhadores, nomeadamente dos pilotos, que são
ainda os responsáveis por mais de 90% do volume financeiro envolvido
neste financiamento a fundo perdido”.O
sindicato dos pilotos realçou que “o futuro da companhia são o mais
importante, para assegurar condições de trabalho dignas e atraentes para
todos”, considerando que isso ainda não sucede na TAP.“Veja-se
a dificuldade em contratar, ainda esta semana anunciada (…). Isto
porque os cortes salariais se mantêm apesar do anúncio [de bons
resultados]”, apontou.Sobre as alterações
na administração, o sindicato lembrou que “mudar as equipas a meio de
uma legislatura é contraproducente”, por atrasar e prejudicar “a
estabilidade e as exigências que a indústria e os trabalhadores tanto
necessitam”. Mas sobre a nomeação de Luís
Silva Rodrigues, o sindicato dos pilotos elogiou a escolha de um “gestor
português com provas dadas de excelente profissionalismo”.“O
SPAC dá as boas vindas, desejando as maiores felicidades ao novo CEO
estando disponível para um encontro assim que possível, prosseguindo o
caminho que tem estado a ser traçado na obtenção de um novo AE [Acordo
de Empresa]”, concluiu o sindicato na nota de imprensa.