Sindicato dos Jogadores junta-se a FIFPro nas críticas à FIFA sobre Mundial
15 de jul. de 2025, 14:13
— Lusa/AO Online
Na sequência de uma
declaração do presidente da FIFPro, Sergio Marchi, que criticou a
escolha do organismo de cúpula do futebol mundial em “continuar a
escolher aumentar os lucros à custa dos corpos dos jogadores e da sua
saúde”, Joaquim Evangelista, que faz parte do ‘board’ mundial do
organismo internacional, juntou-se à crítica.“A
total ausência de diálogo com a FIFPRO e tomada de posições
unilaterais, sem promover a concertação social, abusando de uma posição
dominante, já tinha merecido a reprovação do Tribunal de Justiça da
União Europeia, na decisão do ‘caso Diarra’”, lembra Evangelista, citado
em comunicado.Segundo o líder do SJPF, “quaisquer medidas legais que venham a ser tomadas” para proteger os jogadores são legítimas.Marchi
considerou uma “ficção” a narrativa veiculada pelo presidente da FIFA,
Gianni Infantino, de que o Mundial de clubes tenha sido um sucesso, e
Evangelista considera que esta competição, ganha no domingo pelo
Chelsea, contribui para um “calendário congestionado que compromete a
melhor performance, saúde e bem-estar dos jogadores de elite”, além de
bater de frente com o “exercício de direitos fundamentais” humanos, como
o gozo de férias.Estas críticas surgem,
de resto, um dia depois de a FIFA ter anunciado um acordo com várias
organizações representativas de jogadores sobre a necessidade de
descanso dos jogadores, de pelo menos 72 horas entre jogos, e um período
mínimo de férias entre duas temporadas.Aquele
organismo não divulgou com quem reuniu, mas a FIFPro ficou de fora, daí
que o SJPF lamente a falta de diálogo entre as partes, numa altura em
que o evento, nos Estados Unidos, enfrentou críticas devido à sobrecarga
de jogos.