Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística avança com greve até julho
3 de jan. de 2019, 08:41
— Lusa/AO Online
O SEAL declara
greve à prestação de trabalho “a partir das 08:00 do dia 16 de janeiro
de 2019 até às 08:00 do dia 01 de julho de 2019”, lê-se no pré-aviso de
greve. A
paralisação em causa vai realizar-se nos portos de Lisboa, Setúbal,
Sines, Figueira da Foz, Leixões, Caniçal (Madeira), Ponta Delgada e
Praia da Vitória (Açores), abrangendo todos os trabalhadores efetivos ou
com vínculo contratual de duração limitada. “Constatamos
que, até ao momento, após a assinatura do acordo relativo ao Porto de
Setúbal, não se encontram minimamente satisfeitas as garantias de
resolução expedita dos problemas assinalados nos restantes portos
nacionais, especialmente no Porto do Caniçal, garantias essas que faziam
parte integrante desse acordo, o que nos obriga à declaração deste novo
pré-aviso de greve”, justificou o SEAL. De
acordo com o sindicato, “constituem motivos graves, determinantes desta
declaração de greve, a crescente proliferação de práticas
antissindicais nos diversos portos portugueses, revestindo-se estas de
extrema gravidade no Porto de Leixões, permanecendo ainda graves no
Porto do Caniçal”, afirmou o sindicato. O
sindicato liderado por António Mariano disse ainda que as empresas
portuárias, “em inúmeros casos coniventes com os sindicatos locais,
protagonizam e introduzem uma série de comportamentos que configuram
diferentes tipos de assédio moral”, como perseguição, coação, suborno e
ameaças de despedimento. Comportamentos
que a estrutura classificou como “criminosos”, defendendo que estes
pretendem “não apenas colocar os trabalhadores uns contra os outros”,
mas evitar que estes sejam sindicalizados.“Destes
comportamentos ilegítimos por parte das empresas, frequentemente para
benefício próprio de alguns agentes no terreno em detrimento da
qualidade e produtividade dos serviços prestados nos portos, resulta uma
maior precarização da mão-de-obra portuária, com todos os aspetos
negativos a ela associados”, defendeu. A
liberdade de filiação sindical tem constituído um dos principais
motivos de reivindicação dos estivadores do SEAL, que estão em greve ao
trabalho suplementar desde agosto de 2018.Esta
paralisação foi interrompida apenas em Setúbal, durante dezembro, após o
acordo alcançado em conjunto com as empresas portuárias, após mais de
um mês de protesto.