Sindicato dos Enfermeiros Portugueses entrega pré-aviso de greve de três dias em novembro
2 de nov. de 2022, 12:38
— Lusa/AO Online
Na última reunião, em 26 de outubro, o
Ministério da Saúde entregou uma proposta de projeto de decreto-lei, que
foi analisada nos órgãos do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses
(SEP), que enviou três dias depois uma contraproposta, por escrito,
relativa ao projeto de decreto-lei sobre a “contagem de pontos” para
efeitos de mudança de posição remuneratória.
No final da reunião de hoje, a dirigente do SEP, Guadalupe Simões,
disse que, relativamente à contraproposta que apresentaram, “o
Ministério da Saúde apenas evoluiu relativamente ao pagamento dos
retroativos ser feito ainda em 2022 (75% do valor), mas não evoluiu
relativamente ao momento que incide sobre o pagamento desses
retroativos”. Guadalupe Simões disse que a exigência do SEP é que o pagamento dos retroativos seja a partir de 2018.
“O Governo não evolui na sua posição, manteve 2022, e relativamente a
uma série de outras questões, que têm a ver com injustiças de
posicionamento relativo entre os enfermeiros, também não se mostrou
disponível para resolver esses problemas e, portanto, o sindicato
entregou um pré-aviso de greve no Ministério da Saúde e a greve vai
acontecer no dia 17 e logo depois uma nova greve no dia 22 e 23 de
novembro”, anunciou a dirigente sindical.
Mas o SEP está disponível “como sempre” para, até ao momento da greve,
“discutir, negociar e resolver os problemas com os quais os enfermeiros
estão confrontados”, assegurou. “Não
podemos admitir que, tendo o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses ganho
o processo em tribunal, no que diz respeito ao pagamento de retroativo a
2018”, o Ministério da Saúde esteja “agora muito mais recuado do que a
decisão dos tribunais”, afirmou Guadalupe Simões.
“Nem conseguimos perceber como é que, com uma decisão em tribunal de
pagamento de retroativos a 2018, o Ministério da Saúde apresente uma
proposta de pagamento a 2022 e, portanto, não havendo evolução por parte
do Ministério da Saúde relativamente a esse ponto, naturalmente que não
podemos defraudar a expectativa enfermeiros e, mais do que isso,
mantendo discriminações que existem e continuarão a existir na
carreira”, vincou a dirigente sindical.