Sindicato dos Enfermeiros pede audiência com o presidente do Governo dos Açores
2 de jul. de 2020, 06:45
— Lusa/AO Online
Em
nota de imprensa, o sindicato denuncia “situações que já
deveriam estar resolvidas, mesmo antes da atual pandemia” e, lembrando
que “o mandato do XII Governo Regional dos Açores está prestes a
acabar”, pede que as questões fiquem “resolvidas o quanto antes, pois
algumas delas já se arrastam por mais de dois anos”.A
estrutura regional do SIM lembra que “a Lei do Orçamento do Estado de
2018 descongelou o desenvolvimento profissional das carreiras da
Administração Pública e impôs regras para a valorização remuneratória
dos anos até então congelados” e “veio também permitir a contagem do
tempo de serviço para os trabalhadores, neste caso enfermeiros, que
trabalham no setor público empresarial do Estado, em contrato individual
de trabalho”.A nota de imprensa menciona,
também, que, “a 01 de junho de 2019, entraram em vigor as alterações à
atual carreira de enfermagem, o que implica um processo de transição
para as novas categorias entretanto criadas”.O
Sindicato dos Enfermeiros Portugueses refere que tem “vindo a dialogar
com a responsável regional pela pasta da saúde, mas as soluções tardam,
ou mesmo não aparecem”, e que não são “apresentados argumentos
compreensíveis que justifiquem o arrastamento dos processos”.Assim,
e por entender que “estes assuntos merecem ter um ponto final de
entendimento”, a direção sindical pede ao presidente do Governo
Regional, Vasco Cordeiro, “a marcação de uma reunião no mais curto
espaço de tempo possível”.Na passada
sexta-feira, o dirigente desta estrutura, Francisco Branco, afirmou,
depois de reunir com a secretária regional da Saúde, que há “indignação
em relação a esta matéria”.“Alguns dos
enfermeiros estão irritados porque, no continente, este processo
avançou, apesar da covid-19, mas aqui continua atrasado", prosseguiu.A
governante, Teresa Machado Luciano, admitiu, na altura, que o processo
de valorizações remuneratórias já se arrasta há "longo" tempo, mas
lembrou que o surto pandémico também fez atrasar este processo no
arquipélago."Estamos a falar de 1.600
enfermeiros, de contagens, de avaliações, e o que transmitimos ao
sindicato é que, no final de agosto de 2020, a situação estará
resolvida", insistiu a governante, explicando que o "'timing'" foi
alterado devido "à situação que estamos a viver", decorrente da doença
da covid-19.Teresa Luciano anunciou, por
outro lado, que a tutela vai proceder a um aumento de "quotas para
enfermeiros especializados" nas unidades de saúde de ilha e nos
hospitais dos Açores, correspondendo àquilo que era uma reivindicação
das estruturas sindicais.