Sindicato dos chefes da PSP exige "publicação imediata" do despacho da pré-aposentação
Hoje 15:50
— Lusa/AO Online
“O
Sindicato Nacional da Carreira de Chefes manifesta o seu profundo
desagrado perante o atraso que se verifica na publicação do despacho
conjunto do Ministério das Finanças e do Ministério da Administração
Interna, indispensável à concretização da passagem à pré-aposentação de
profissionais da Polícia de Segurança Pública (PSP)”, refere aquela
estrutura sindical em comunicado. O
sindicato que representa os chefes da PSP recorda que o ministro da
Administração Interna anunciou publicamente, “há vários meses, a
passagem de cerca de 900 polícias à situação de pré-aposentação durante o
ano de 2026”. “Contudo, decorridos vários
meses sobre esse anúncio, continua por publicar o referido despacho
conjunto, não tendo igualmente sido divulgadas quaisquer listas dos
profissionais abrangidos”, precisa o SNCC, referindo-se ao anúncio feito
por Luís Neves, a 21 de abril, no parlamento.Na
altura, o ministro anunciou que cerca de 900 polícias da PSP vão passar
à pré-aposentação este ano, uma medida que é possível porque vão entrar
mais de mil agentes até ao final de 2026.Para
o sindicato, o atraso na publicação do despacho da pré-aposentação tem
“gerado crescente preocupação, stress e desapontamento entre os
profissionais da PSP, que criaram legítimas expectativas quanto à
concretização deste processo”. O SNCC
considera que “a ausência de decisões e de informação oficial está a
alimentar um clima de descontentamento nas fileiras da PSP, contribuindo
também para o aumento do descrédito dos profissionais relativamente à
tutela governamental”. “Perante esta
realidade, o Sindicato Nacional da Carreira de Chefes exige a publicação
imediata do despacho conjunto dos ministérios das Finanças e da
Administração Interna, bem como a divulgação pela Direção Nacional da
PSP dos números efetivamente autorizados e das respetivas listas dos
profissionais que irão transitar para a situação de pré-aposentação”,
sublinha. O SNCC refere ainda que não
concorda com “a eventual fixação de quotas por carreira para efeitos de
passagem à pré-aposentação, considerando que tal solução “não encontra
sustentação no atual enquadramento legal e tudo fará, pelos meios
legalmente admissíveis, para defender os legítimos interesses” dos
chefes da PSP.