Sindicato dos Açores pede "fim da disciminação" dos educadores de infância em creche
11 de out. de 2024, 17:44
— Lusa/AO Online
Segundo
o SPRA, o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) “quebrou o compromisso que
assumiu na negociação do atual estatuto ao não reconhecer, no
posicionamento em carreira, todo o tempo de serviço prestado em creche”“[Foi criada] uma injustiça sem qualquer fundamento, que não é, de todo, aceitável”, acusa o sindicato, em comunicado.Na
petição é exigida “a retroatividade da produção de efeitos da contagem
do tempo de serviço prestado pelos educadores de infância em creche”.Acusando
o executivo açoriano de tratar “de forma desigual trabalhadores com
condições semelhantes”, o SPRA alerta que “esta inaceitável
discriminação elimina uma parte significativa do tempo de serviço
prestado pelos educadores de infância, o que contradiz tanto as funções
que desempenham, como a importância e a exigência das mesmas”.Na
nota, o sindicato recorda que aos educadores de infância que trabalham
nas creches “é exigida a aplicação do projeto educativo, a orientação
técnica do pessoal não docente e a promoção das respostas educativas e
pedagógicas que propiciem a estimulação cognitiva, motora, social,
emocional e afetiva das crianças”.“Ora,
esta realidade educativa e profissional sempre existiu, não tendo
passado a ser algo novo desde setembro de 2023, pelo que é
incompreensível a postura do Governo Regional dos Açores, para além de
ter sido uma quebra do compromisso assumido com o SPRA, durante a
negociação do estatuto”, insiste o sindicato.A petição recolheu cerca de 500 assinaturas, segundo o sindicato.