Sindicato diz que serviços mínimos nas escolas não estão a ser respeitados
7 de mar. de 2023, 09:26
— Lusa/AO Online
“Temos
várias situações que nos relatam, em que, claramente, nem esses
serviços mínimos, que já consideramos ilegais, estão a ser respeitados”,
acusou André Pestana.Em declarações aos
jornalistas, proferidas ao início da noite em frente à Faculdade de
Economia da Universidade de Coimbra, o dirigente sindical revelou que há
várias escolas que estão a chamar "todos os docentes". “Há
situações em que também chamam praticamente todos os assistentes
operacionais, o que claramente consideramos um abuso. Também há
situações de grande insensibilidade, em que há profissionais de educação
que são impedidos, devido aos serviços mínimos, de acompanhar os filhos
a consultas, por exemplo, de doenças oncológicas”, acrescentou.De
acordo com André Pestana, este caso terá ocorrido no norte, no entanto,
escusou-se a precisar a que escola se referiu em concreto.Em
relação à reunião com o Ministério da Educação, agendada para
quinta-feira, espera que “desta vez, o ministro marque já as reuniões
sobre os temas que o STOP tem tentado pôr em cima da mesa negocial”.Entre
estas questões apontou a igualdade entre docentes do continente
relativamente aos docentes dos arquipélagos, o aumento do número de
profissionais não docentes nas escolas “com melhores salários e
carreiras dignas”, para além de um aumento salarial mínimo de 120 euros
para docentes e não docentes.O coordenador
do STOP aproveitou também para deixar um apelo às outras estruturas
sindicais, no sentido de reunirem antes de se deslocarem ao Ministério
da Educação, de forma a levarem uma proposta conjunta e terem “mais
força negocial”.