Sindicato diz que MAI reconhece problema da pré-reforma, mas não tem solução
10 de jan. de 2023, 10:39
— Lusa/AO Online
O
presidente do Sinapol falava à agência Lusa após mais de duas horas de
reunião com a secretária de Estado da Administração Interna, Isabel
Oneto, sobre o despacho do Governo que autoriza a passagem de 600
agentes à pré-reforma, número que o sindicato considera “bastante abaixo
do necessário”.Segundo Armando Ferreira, a
reunião foi conclusiva porque, tanto a secretária de Estado, como o
ministro que depois também compareceu, “reconhecem o objetivo de reduzir
a passagem à pré-reforma” aos 55 anos, mas ambos admitem que atualmente
existem limitações, não só financeiras como de contingente.O
dirigente sindical disse que a tutela admitiu criar novos critérios
“para, faseadamente, começar de ano a ano, a reduzir a idade da
pré-reforma” até chegar aos 55 anos, que outros sindicatos da PSP também
defendem, num estatuto idêntico ao que se pratica na GNR.Contudo,
Armando Ferreira argumentou que, não existindo ainda uma proposta
concreta para resolver o problema, a direção do Sinapol decidiu manter a
vigília programada para terça-feira em frente ao Supremo Tribunal de
Justiça, no Terreiro do Paço, onde decorre a cerimónia oficial de
abertura do ano judicial, e que se situa ao lado do Ministério da
Administração Interna.“Não é uma
manifestação, é uma vigília a marcar uma situação de direito laboral que
não está a ser cumprida pelo Governo”, acentuou.Armando
Ferreira adiantou à Lusa que o Sinapol foi o único sindicato convocado
para a reunião de hoje e que ficou agendada uma outra para daqui a um
mês.O dirigente sindical afirma que o que o
Sinapol “retira desta reunião que o Governo já percebeu que tirar
direitos aos polícias (PSP) não é bom para garantir a entrada e reforço
de novos polícias”.Já hoje, o Sindicato
dos Profissionais de Polícia (SPP/PSP) reiterou que o despacho
governamental sobre pré-aposentação só permite que os elementos da PSP
se pré-aposentem cinco anos após os da GNR, numa “inaceitável
discriminação negativa”.“Centenas e
centenas de policiais possuem todas as condições para se poderem
pré-aposentar, no entanto continuam sem o poder fazer”, afirma o
sindicato, sublinhando a “inaceitável discriminação negativa” quando
comparada com a decisão para a GNR.Na
passada sexta-feira, os sindicatos da Polícia de Segurança Pública (PSP)
consideraram que o despacho do Governo que autoriza a passagem de 600
agentes à pré-aposentação “já vem tarde” e “é um número bastante abaixo
do necessário”.