Sindicato diz que efetivo americano na base das Lajes aumentou com a guerra na Ucrânia

14 de nov. de 2022, 14:19 — Lusa/AO Online

“O aumento tem-se verificado nos últimos tempos. Tem a ver com a situação bélica que se verifica a nível da Ucrânia. Essa situação tem levado a que haja um aumento da presença militar norte-americana. Isto é visível quer com mais aeronaves, mas também com mais militares a passarem pela base das Lajes”, afirmou o coordenador da USAH, Vítor Silva, numa conferência de imprensa, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.Em 2015 e 2016, mais de 400 trabalhadores portugueses da base das Lajes, localizada na ilha Terceira, assinaram rescisões por mútuo acordo, na sequência da redução do efetivo norte-americano de 650 para 165 militares.Segundo o dirigente sindical, hoje o contingente norte-americano tem “mais 300” militares, mas mantém 450 trabalhadores portugueses, que têm, por isso, uma maior carga laboral.“A informação que nós temos é que serão à volta de mais 300 norte-americanos e o esforço e o trabalho dos trabalhadores portugueses vai aumentar significativamente para fazer face a este aumento de norte-americanos, no entanto, não há uma atualização do contingente de trabalhadores portugueses”, afirmou.Vítor Silva insistiu na necessidade de criação de um contingente mínimo de trabalhadores portugueses na base das Lajes, reivindicado pela USAH e pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Alimentação, Bebidas e Similares, Comércio, Escritórios e Serviços, Hotelaria e Turismo dos Açores, desde que se iniciou o processo de redução militar norte-americana.“Defendemos o estabelecimento de um contingente mínimo de trabalhadores portugueses, na proporção de três trabalhadores portugueses por cada norte-americano, nunca podendo este contingente ser inferior a 450 trabalhadores”, apontou.