Sindicato diz que 2023 será ano "muito difícil" para trabalhadores açorianos

28 de dez. de 2022, 12:27 — Lusa/AO Online

A posição do sindicato (SITACEHT) surge num comunicado enviado às redações em que refere que "a situação laboral dos trabalhadores açorianos em 2023 será muito complicada".O sindicato aponta para "a contenção salarial generalizada, com a subsequente redução do rendimento disponível", que tem nos Açores "um efeito ainda mais negativo", tendo em conta "a grande disparidade entre os rendimentos dos trabalhadores açorianos e os de outras regiões do país".Além disso, os trabalhadores açorianos suportam “um custo de vida agravado pela insularidade e agora pelo turismo, com rendimentos reduzidos, aumentando, assim, a disparidade remuneratória, com prejuízo da coesão social nacional", lê-se no comunicado assinado pelo dirigente sindical Vítor Silva.O sindicato alerta que as famílias açorianas "continuam a ser empurradas para situações de pobreza real", porque "os rendimentos do trabalho dos membros do agregado familiar não são suficientes para garantir a sua subsistência".O SITACEHT defende o aumento geral dos salários e a evolução de todas as grelhas salariais, de modo a assegurar "a progressão de salários absorvidos pelo aumento (ainda que insuficiente) do Salário Mínimo Nacional"."O aumento dos salários em geral é um investimento que beneficia a economia e a região", sublinha o sindicato, acrescentando que a melhoria dos rendimentos estimula o consumo, contribui para o aumento da produção e das vendas das empresas e para a criação de mais emprego.Além disso, acrescenta, o aumento dos salários tem "efeitos positivos no crescimento das contribuições para a Segurança Social, ajudando a melhorar a sustentabilidade financeira do sistema”. Para o sindicato, "não faz sentido falar em crescimento económico quando este é feito à custa da degradação da qualidade de vida dos trabalhadores açorianos" – é preciso, antes, haver um compromisso coletivo com medidas de impacto a curto, médio e longo prazo."Conciliar melhor a vida profissional, pessoal e familiar favorece a diminuição do absentismo, o aumento da produtividade e a retenção de talento, contribuindo também para a sustentabilidade demográfica", sublinha.