Sindicato denunciou falta de condições em cantinas escolares do Porto
Hoje 11:38
— Lusa/AO Online
Em conferência de
imprensa, a dirigente sindical Carina Castro afirmou que na escola EB
2,3 Manoel de Oliveira “o fogão estava a avariado e em muito mau estado
há muito tempo, a Câmara decidiu a sua substituição, as refeições
estiveram a ser confecionadas durante duas semanas noutra escola, vieram
as férias da Páscoa, hoje retomaram a confeção sem fogão novo e sem as
mínimas condições”.Segundo Carina Castro,
existem também problemas similares em outros estabelecimentos de ensino
da cidade, pelo que o sindicato está a fazer “um levantamento dos
problemas junto de todas as escolas da cidade” relativamente à falta de
condições das cantinas, para entregar na Câmara Municipal do Porto.“Temos
algumas queixas de trabalhadores por falta de condições de trabalho,
por equipamentos avariados ou por falta de equipamentos. Algumas
situações já se arrastam há algum tempo e, portanto, estamos a fazer
esse levantamento para poder interceder junto da Câmara Municipal do
Porto”, disse.Em relação à EB 2,3 Manoel
de Oliveira, “recebemos uma denúncia da cozinheira desta escola e, por
isso, decidimos estar aqui hoje à porta da escola”.Em
declarações à Lusa, a funcionária Florinda Mendes, responsável pela
confeção das refeições, contou que não tem fogão para cozinhar e
confirmou a falta de condições na cozinha, nomeadamente a existência de
ratos.“O que se passa foi que em março
tivemos uma praga de ratos, quando demos conta do problema avisámos a
escola, avisámos a câmara e, realmente, entrou a desratização. Fomos
proibidos de cozinhar aqui dentro. Durante duas semanas estivemos a
fazer confeção em duas escolas distintas, uma semana numa e outra semana
noutra, e a transportar as refeições para aqui”, disse Florinda Mendes.No
regresso às aulas, na segunda-feira, após férias da Páscoa,
“verificámos que o fogão que estava podre já não existia, mas também não
existia um fogão novo, que nos permitisse trabalhar”, acrescentou.“Por
exemplo, hoje o almoço é rancho, temos grão de bico para cozer e as
respetivas carnes, hortaliça, massa e batata, com um monolume e uma
(panela) basculante. Temos 300 e tal refeições para servir. Como é que
se consegue trabalhar nestas condições?”, lamentou a cozinheira.Além
da refeição principal, “há ainda uma série de restrições alimentares
que temos de cumprir, como por exemplo, as vegetarianas. Eu avisei que
se no dia 13 [segunda-feira] chegasse aqui e não tivesse fogão, chamava o
sindicato e a comunicação social”, acrescentou.A Lusa pediu esclarecimentos à Câmara Municipal do Porto, estando a aguardar a sua resposta.