Sindicato defende que recuperação de serviço dos professores será melhor nos Açores
10 de dez. de 2018, 14:31
— Lusa/AO Online
“Sem
dúvida nenhuma esta proposta é melhor do que a da Madeira e é muito
melhor do que o que está em cima da mesa ao nível do continente”,
adiantou o presidente do SPRA, António Lucas, em declarações aos
jornalistas, à margem de uma reunião com o vice-presidente do Governo
Regional dos Açores, Sérgio Ávila, e com o secretário regional da
Educação e Cultura, Avelino Meneses, em Angra do Heroísmo.O
presidente do executivo açoriano, Vasco Cordeiro, anunciou no final de
novembro na Assembleia Legislativa da Região que iria dar indicações
para a abertura de negociações na região com os sindicatos dos docentes
para a recuperação integral do tempo de carreira congelado (sete anos no
caso dos Açores), de forma faseada, em seis anos.Apesar
de não ter sido acolhida a proposta do SPRA de recuperação do tempo de
serviço em cinco anos, António Lucas disse ter saído “satisfeito” da
reunião, tendo em conta que a proposta “contempla a recuperação da
totalidade do tempo de serviço e a possibilidade de em todos os
orçamentos estarem previstas as verbas necessárias à recuperação anual
do tempo de serviço”.“Não
foi contemplada a nossa proposta de reduzir dos seis anos para os
cinco, tal como era a proposta da Fenprof ao nível nacional. O que nos
foi dito é que era uma impossibilidade orçamental e nós compreendemos o
esforço financeiro que isso implica”, salientou.Em
cada ano, os docentes dos Açores vão recuperar 426 dias de serviço, mas
o processo poderá ser acelerado consoante o número de aposentações no
ano anterior.Segundo
António Lucas, a proposta inicial do executivo previa uma bonificação
de dias contabilizados anualmente por cada 120 aposentações, mas foi
acolhida uma proposta do sindicato para que a bonificação fosse dada a
cada 60 aposentações.Nesse sentido, o número de dias contabilizados por ano poderá atingir os 480.Os
dirigentes do SPRA apelaram ainda a uma “conjugação de vontades futuras
quando estiver definido o tempo a recuperar ao nível do continente”,
tendo em conta que há professores que têm tempo por contabilizar nos
Açores, na Madeira e no continente. “Alguns
destes docentes poderão não ver a totalidade do tempo contemplado,
exatamente porque as regiões apenas podem decidir sobre os seus
funcionários e não sobre o tempo de serviço feito noutro sistema”,
avançou António Lucas.Também
o secretário regional da Educação e Cultura, Avelino Meneses, reforçou
que o acordo alcançado nos Açores era melhor do que o previsto no resto
do país.“Como
sempre dissemos ao longo de todo este processo, os professores dos
Açores não só tinham a melhor carreira do país antes, como continuarão a
ter depois, porque este acordo a que se chegou é efetivamente o melhor
dos que se conhecem até hoje”, salientou.Questionado
sobre o montante necessário para assegurar a recuperação dos sete anos
de serviço dos docentes nos Açores, Avelino Meneses não avançou com um
valor.“Não é
possível dizer isto com rigor absoluto. As contas estão feitas, a
recuperação está garantida. Isso variará de ano para ano, porque como é
sabido a recuperação é feita num período de seis anos, mas em função de
um número de aposentações no ano anterior pode ser relativamente
acelerada e por isso o montante a pagar em cada ano pode ser diferente”,
apontou.