Sindicato defende “aumento significativo” da remuneração complementar nos Açores
19 de ago. de 2022, 11:27
— Lusa/AO Online
Em comunicado divulgado após
reunião da direção do sindicato, na cidade da Horta, ilha do Faial, a
estrutura refere que os trabalhadores da Administração Pública regional
“estão a ser vítimas dos baixos salários praticados na Região Autónoma
dos Açores, relacionados intimamente com o aumento das situações de
pobreza e de exclusão social”. “A
recuperação do poder de compra destes trabalhadores não é apenas justa
como será também mais um estímulo à reativação da economia regional, com
efeitos positivos e imediatos em todas as ilhas dos Açores”, considera o
Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e
Regiões Autónomas.Para esta força
sindical, “é urgente que a remuneração complementar seja atualizada
significativamente”, sendo que “para tal é fundamental que o atual
executivo inicie o processo de negociação com os sindicatos do setor”.O
sindicato manifesta-se ainda “contra o abuso dos programas
ocupacionais”, uma vez que “o Governo Regional insiste em colocar
trabalhadores dos programas ocupacionais a desenvolver funções
permanentes com horário completo e hierarquia funcional, nos diversos
serviços públicos”. “Ou seja, a ocuparem funções que são permanentes pelo que o seu vínculo laboral deve também ser efetivo”, é referido na nota.De
acordo com o sindicato, esta política “serve somente para
instrumentalizar os trabalhadores que sem direitos acabam por aceitar
piores condições de trabalho”, sem permitir “estabilidade de vida e
construção de um futuro digno a trabalhar”. O
sindicato aponta ainda o “aumento do número de trabalhadores
contratados a recibos verdes nos diversos serviços da Administração
Pública, constituindo mais uma forma de precariedade”, defendendo que
“não pode o Governo Regional ser o principal fomentador da precariedade
laboral da região, nem aceitar-se que o seja”.“O
atual executivo já deixou claro que não apresenta nenhuma solução para
esta questão, pelo contrário tem vindo a incentivar a precariedade e a
fragilidade laboral desses trabalhadores. Esta também é uma forma de
debilitar os serviços públicos e diminuir o direito de quem trabalha”,
de acordo com a estrutura sindical.