Sindicato de professores pede inversão da precariedade nos Açores
9 de dez. de 2019, 17:03
— Lusa/AO Online
Segundo uma nota de imprensa da direção
do SPRA, apesar de o número de vinculações de contratados ocorridas na
presente legislatura “caminhar para a (sua) exigência colocada há três
anos, de pelo menos 400 docentes até 2020”, a evolução alterou-se face
ao “número elevado de aposentações e as reduções da componente letiva
por antiguidade”.A estrutura sindical
especifica que estas reduções por antiguidade “abrangeram, entretanto,
muitos docentes no ativo e aumentaram a necessidade de contratações sem
termo pela escola”.Para a direção do SPRA,
os níveis de precariedade “são demonstrados pelo facto de a maioria
esmagadora das vinculações ocorrer com mais de 10 anos de serviço na
região, sendo comum a vinculação com 14 anos”, por exemplo.O sindicato quer, por isso, uma inversão desta realidade.O
SPRA refere que nas escolas “continuam a trabalhar muitos docentes
contratados a termo que dão resposta a necessidades que são
permanentes”.Além disso, acrescenta, mesmo
com a recusa por parte da Direção Regional de Educação, 10% dos
docentes a trabalhar no arquipélago foram colocados na primeira lista de
contratação.“Muitas colocações
correspondem a reais necessidades que permanecem ano após ano, pelo que
terão de se traduzir na abertura de vagas, reduzindo, assim, os níveis
de precariedade”, defende a estrutura.O
sindicato considera que a profissão “continua marcada por inaceitáveis
níveis de contratação a termo”, o que revela “um fortíssimo fator de
desvalorização da profissão e uma das causas principais da sua perda de
atratividade”.“A prolongada precariedade
afasta muitos dos que já exerceram a profissão e desincentiva muitos
outros de optarem por se qualificar para a docência”, conclui a direção.