Sindicato de professores entrega pré-avisos de greve para todo o mês de janeiro
15 de dez. de 2022, 16:24
— Lusa/AO Online
“Enviamos
os pré-avisos a todo o serviço docente para todo o mês de janeiro.
(...) O que nós já fizemos foi tratar da parte burocrática e avançar com
os pré-avisos para garantir que poderemos avançar caso os professores
assim o decidam”, disse André Pestana à Lusa.O
STOP convocou para sábado uma manifestação nacional na Praça Marquês de
Pombal, em Lisboa, e nessa altura os professores vão discutir sobre a
suspensão ou continuidade da greve.O
protesto dá continuidade à greve que começou em 9 de dezembro e termina
no último dia de aulas do primeiro período, ou seja, na sexta-feira, dia
16."Nós, os professores, estamos a
despertar de um longo sono”, disse André Pestana, afirmando, sem avançar
números concretos, que “esta greve teve um impacto brutal, tendo sido
incrível a adesão".Entre os principais
motivos da greve, o STOP recordou a possibilidade de os diretores
poderem escolher sem ter em conta a graduação profissional, o facto de
faltar contar tempo de serviço que esteve congelado, as quotas de acesso
aos 5.º e 7.º escalões e a penalização na aposentação após 36 anos de
serviço.Sobre o impacto da greve, a Lusa
questionou o presidente da Associação Nacional de Diretores de Escolas
(ANDE) que disse não ter noção do impacto a nível nacional, mas sabe que
a paralisação tem criado constrangimentos em escolas de algumas zonas
do país, mesmo que as escolas acabem por abrir.Segundo
Filinto Lima, muitos professores estão a fazer greve parcial apenas ao
primeiro tempo de aulas e depois iniciam o trabalho, o que significa que
a escola está encerrada de manhã, quando as famílias vão deixar as
crianças, mas depois acabam por reabrir.