Sindicato de investigadores da PJ vai alargar período de greve até final de abril
21 de fev. de 2019, 18:44
— Lusa/AO Online
Em
comunicado, a ASFIC-PJ, diz que a decisão resulta da
“ausência de respostas do primeiro-ministro e do ministro das Finanças" e
justifica-a com a “total desconsideração para com os funcionários da
Polícia Judiciária demonstrada pelos principais decisores políticos –
primeiro-ministro e ministro das Finanças – que continuam a tentar
manietar estes profissionais”. “Após
votação nas direções regionais e posterior ratificação em Conselho
Nacional, a direção da ASFIC-PJ deliberou greve a todo o trabalho a
prestar em unidades de prevenção fora do horário normal, ou seja, entre
as 12h30 e as 14h00 e as 17h30 e as 09h00, com início às 00:00 do dia 06
de março de 2019 e termo às 24h00 do dia 30 de abril”, adianta a nota.Também
foi aprovada a repetição do modelo inicial de greve, no qual cada uma
das três associações sindicais da PJ vai parar uma hora por dia.“Os
governantes, que deviam ser os principais interessados em ter uma
Polícia Judiciária forte e bem apetrechada, esquecem-se do principal
ativo desta agência de investigação: os profissionais que arriscam a
vida no exercício das respetivas funções. Talvez não lhes interesse, da
mesma forma que nunca interessou aos anteriores Governos”, afirma
Ricardo Valadas, presidente da ASFIC-PJ, no comunicado.Em
13 de fevereiro, centenas de funcionários da PJ concentraram-se junto à
sede desta polícia, em Lisboa, após uma semana de greve parcial, em
defesa da revisão da lei orgânica da instituição e de matérias ligadas à
carreia e ao reforço de pessoal.Quanto
às reivindicações, Ricardo Valadas lembrou que a lei orgânica da PJ tem
20 anos e está completamente desfasada da realidade criminal que aquela
polícia investiga todos os dias e que estão pendentes questões
relativas à carreira e ao reforço de meios humanos e materiais.