Sindicato de enfermeiros convoca greve para entre 09 e 13 de novembro
23 de out. de 2020, 17:40
— Lusa/AO Online
"O Sindepor
convocou uma greve geral para a segunda semana de novembro, de 09 a 13,
que vai abranger todo o país. A Madeira está excluída", afirmou o
presidente do sindicato, Carlos Ramalho, numa conferência de imprensa em
Évora. Carlos Ramalho indicou que a
paralisação não se realiza na Madeira porque o Governo Regional "tem
mostrado sempre uma abertura e uma capacidade negocial muito grande" e
estabelecido acordos com o sindicato para "tentar ultrapassar os
problemas".Quanto à greve, o sindicalista
afirmou que "os enfermeiros estão extremamente descontentes" com a atual
situação profissional e que, com a pandemia de covid-19, agravaram-se
os problemas destes profissionais."A
capacidade de resposta é muito limitada e os enfermeiros estão
extremamente exaustos. Na primeira fase [da pandemia], já foi complicado
para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e para os enfermeiros e agora
ainda está a ser mais complicado", referiu.Segundo
o presidente do Sindepor, o sindicato exige o descongelamento das
progressões da carreira, a atribuição do subsídio de risco para todos os
enfermeiros e, sendo "uma profissão de desgaste rápido", a aposentação
aos 57 anos.O dirigente deste sindicato
notou que os enfermeiros tinham grandes ambições em relação à nova
carreira, a qual, defendeu, "acabou por ser uma falácia, porque foi uma
imposição do Governo e não trouxe nada de novo".Carlos
Ramalho realçou que "a grande generalidade" dos enfermeiros que estão a
ser contratados para o SNS ficam com "contratos de quatro meses",
considerando que "os contratos com termo não dão garantias nenhumas" aos
profissionais.Questionado sobre eventuais
constrangimentos nas unidades de saúde provocados pela greve em tempos
de pandemia de covid-19, o presidente do Sindepor disse compreender que
exista "algum mal-estar" da população, mas garantiu que a paralisação
vai decorrer "de forma a prejudicar o mínimo possível" os utentes."O
que pretendemos é dar um sinal ao Ministério da Saúde e ao Governo de
que os enfermeiros estão descontentes e que é preciso que olhem com mais
atenção para a classe", concluiu.