Sindicato de Chefias da Guarda Prisional contesta ministra sobre ausência de sobrelotação prisional
21 de set. de 2022, 11:55
— Lusa/AO Online
Em
comunicado, a ASCCGP considera que se está perante uma "declaração
política" da ministra Catarina Sarmento e Castro que "visa tranquilizar a
sociedade civil, ocultando um problema grave para quem está em reclusão
e para quem lá trabalha".A título de
exemplo, a ASCCGP refere que os Estabelecimentos Prisionais (EP) de
Lamego, de Guimarães, de Braga, de Elvas, de Leiria e de Alcoentre,
estão em "sobrelotação acima dos 10%"."Convém
relembrar ainda que este mês o Estado português foi brindado com mais
duas condenações internacionais pelas condições a que sujeita os
cidadãos em cumprimento de pena privativa de liberdade", lembra a
ASCCGP, observando que "a não ser que existam alterações de lotação
produzidas convenientemente - como no caso do EP da Carregueira, que,
administrativamente (...) como que por artes mágicas, passa a sua
lotação de 814 para 906 lugares - é mister que existem EP em
sobrelotação".A ASCCGP acusa também a
ministra de "alguma falta de rigor" quando afirma que nos últimos quatro
anos entraram 400 guardas prisionais para todos os EP do país, alegando
que "não foi para todos os EP do país", pois "foi para alguns"."E
não foram 400 (guardas prisionais), foram aproximadamente 530 em dois
cursos. Contudo, certamente por lapso, a ministra da Justiça não
menciona as dezenas destes que mudaram de profissão, bem como as
centenas dos que, do quadro geral, saíram para a pré-aposentação e
aposentação", menciona o comunicado.A
ASCCGP alerta que, apesar dos esforços do Governo, o número de guardas
prisionais "diminui progressivamente de forma imparável".