Sindicato da PSP lamenta falta de candidatos para a polícia
5 de mai. de 2023, 16:47
— Lusa/AO Online
Dados
a que Lusa teve acesso indicam que concorreram ao concurso para
constituição de reserva de recrutamento para a admissão ao Curso de
Formação de Agentes (CFA), destinado ao ingresso na carreira de agentes
da PSP, que começou em março e terminou recentemente, 3.042 candidatos,
dos quais 2.032 ficaram aptos e 1.010 não aptos.Os
cerca de 2.000 candidatos que ficaram aptos vão ter agora de passar por
provas físicas, avaliações psicológicas e testes psicotécnicos.“Os
números de aptos à bolsa de recrutamento agora conhecidos são algo que
compromete tudo na PSP. Tendo em conta as percentagens habituais depois
das provas, se não existir um milagre, ficarão aptos talvez 300”,
lamentou à Lusa o presidente da ASPP, Paulo Santos.Para
o presidente do maior sindicado da PSP, este número demonstra “o
agravar do futuro da instituição”, sendo este quadro assustador “porque
compromete ainda mais o direito à pré-aposentação e a saúde operacional
dos polícias”. Paulo Santos sublinhou que a
falta de atratividade na PSP tem levado à falta de candidatos e
recordou o curso de formação de agentes que está atualmente a decorrer
na Escola Prática da Polícia (EPP), em Torres Novas, Santarém, que tem
588 candidatos.No concurso aberto no ano
passado candidataram-se perto de 4.000 pessoas e, após a validação das
candidaturas e a prestação de provas, entraram 648 para o curso de
formação de agentes, que começou agentes em dezembro.Este
curso de novos polícias que está a decorrer foi aberto para serem
admitidos 1.020 agentes, o que significa que ficaram por preencher 40%
das vagas.Para a atual reserva de recrutamento ainda não foi aberto o concurso, nem anunciados os candidatos.“O
ministro da Administração Interna tem de perceber que as opções de
caridade em que tem insistido não vão resolver nada. É importante
responder ao pedido da ASPP", nomeadamente alterar a tabela
remuneratória, melhorar as condições de mobilidade e de trabalho e
programar um plano de entradas e saídas, frisou, destacando que há “uma
necessidade em responder aos problemas”.