Sindicato da PSP alertou MAI para problema dos suicídios na polícia
17 de jul. de 2025, 16:24
— Lusa/AO Online
Num ofício
enviado à ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, e com
conhecimento do diretor nacional da Polícia de Segurança Pública, a
Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) lembra o que
foi feito e anunciado para prevenir os suicídios nas forças de
segurança, mas que até ao momento não tem surtido efeito.Em
declarações à Lusa, o presidente da ASPP, Paulo Santos, explicou que
este ofício teve como objetivo alertar para o que está a acontecer e
tentar saber o que tem sido feito para minimizar o problema.Ressalvando
que o sindicato não quer ser alarmista devido às “dificuldades e
sensibilidade da matéria”, Paulo Santos salientou que “não se vislumbra
da parte da PSP um trabalho prático”.“A
PSP tem um gabinete de psicologia e tem uma estratégia, mas não está ter
resultados”, disse, defendendo que a tutela devia chamar os sindicatos
para a falar do problema.No ofício, a ASPP
recorda a tutela que já apresentou uma queixa junto da Organização
Internacional do Trabalho e participou em seminários e conferências
sobre a matéria e esteve em reuniões de trabalho com a conclusão e
entrega de propostas acerca do plano de prevenção dos suicídios, além de
alertar “de forma permanente para importância das condições de
trabalho”. O maior sindicato da polícia dá
também conta de que, em agosto de 2024, o Governo criou grupos de
trabalho para implementação, criação e monitorização do programa
estruturado de saúde mental e de prevenção do suicídio para as forças de
segurança e, no início do ano, foi constituído um grupo de análise
retrospetiva dos suicídios nas polícias.Segundo Paulo Santos, estas medidas do Governo ainda não obtiveram resultados.Vários
estudos indicam que o suicídio em Portugal é tendencialmente superior
na Guarda Nacional Republicana e na Polícia de Segurança Pública em
comparação com as taxas verificadas para a população em geral.