Sindicato da PSP alerta para estado de exaustão dos profissionais nos aeroportos
27 de mai. de 2025, 11:31
— Lusa/AO Online
Em comunicado enviado
segunda-feira, a ASPP/PSP chama a atenção que com a proximidade do verão
são necessárias diligências para “ultrapassar os obstáculos e mitigar
os danos junto dos cidadãos, mas principalmente junto dos profissionais
da PSP”.A estrutura sindical adianta, no
comunicado, ter enviado um oficio à Direção Nacional da PSP, com
conhecimento à ministra da Administração Interna, dando conta de vários
situações nos aeroportos envolvendo profissionais afetos à Unidade de
Estrangeiros e Fronteiras.A estrutura
destaca os constrangimentos operacionais que se traduzem diariamente em
grandes atrasos e enormes filas, um quadro que a estrutura considera
“incomportável para o normal funcionamento daquele serviço”.
“A ASPP/PSP tem conhecimento que esta situação está a colocar estes
polícias com trabalho acrescido, prolongando-se para além do horário
normal, corte de folgas aos fins de semana - isto num quadro de exaustão
(“burnout”)”, sublinha a estrutura.De acordo com a ASPP/PSP, há profissionais com perda momentânea de consciência (desmaio) nas boxes. “A
PSP assumiu esta responsabilidade [Estrangeiros e Fronteiras] sem
qualquer reconhecimento, quer do ponto de vista remuneratório e das
condições de trabalho, o que reflete uma secundarização destes
profissionais que agora são chamados a dar resposta”, realça a estrutura
sindical.No entendimento da ASPP/PSP, a
“panóplia de entidades envolvidas nessa matéria, o pouco envolvimento
dos profissionais da PSP dados a esta valência e a complexidade do
sistema, mereciam outro tipo de sensibilidade política de quem gere
processos desta natureza”. A estrutura
sindical alertou também a Direção Nacional da PSP que apesar dos
profissionais “serem competentes, capazes, altruístas e sobejamente
conhecidos pela sua capacidade de resiliência, ainda assim, não devem
ser envolvidos numa situação destas em que a sua imagem e estatuto ficam
manchados por razões cuja responsabilidade não lhes deverá ser
imputada”.