Sindicato da PJ espera que diretor resolva no terceiro mandato problemas com 20 anos
8 de nov. de 2024, 12:13
— Lusa/AO Online
Em
declarações à Lusa, a
presidente da ASFIC/PJ, Carla Pinto, sublinhou que a nível sindical
existem ainda “vários problemas por resolver”, alguns “que se arrastam
há 20 anos”, essencialmente relacionados com a revisão ou criação de
regulamentos.A ASFIC/PJ espera que no
terceiro mandato, Luís Neves responda à exigência de um regulamento de
colocações e uma listagem de antiguidades, que resolva o problema de
haver muitos funcionários sem uma previsão de quando poderão ser
recolocados mais próximo da sua área de residência, havendo, segundo
números sindicais, entre 70 a 80 funcionários deslocados em Lisboa à
espera de vaga para uma colocação sobretudo na zona norte, onde abrem
menos lugares.Segundo Carla Pinto, a
integração na PJ dos funcionários do extinto Serviço de Estrangeiros e
Fronteiras (SEF) veio agravar o problema, até a nível de instalações
físicas, tornando ainda mais urgente em alguns pontos do país obras de
ampliação e requalificação das delegações desta polícia para ser
possível albergar o reforço de recursos.“Nós
precisamos que fique definido a nível nacional para todos os
funcionários uma listagem de antiguidade e um regulamento de colocações
que torne as coisas previsíveis, claras e transparentes no que a isto
diz respeito. Temos muitas pessoas deslocalizadas e é extremamente
importante que estas tenham uma previsão na sua vida de quando será a
sua vez de serem colocadas no local onde habitavam”, defendeu Carla
Pinto.A ASFIC/PJ pede também a revisão do
Código Disciplinar, anterior a 2000 e que precisa de ser atualizado “aos
dias de hoje e face ao Código do Trabalho”, defendendo que “é um
diploma útil e importante para que existam regras e que deve estar
atualizado”.A associação sindical quer
também ver criado um regulamento sobre o trabalho em piquete e
prevenções, para garantir que na PJ todo o país trabalha com as mesmas
regras.“Neste momento é quase como se
existissem várias polícias dentro da mesma polícia. É um problema
importante que queremos ver resolvido”, disse a presidente da ASFIC/PJ.Sobre
a recondução de Luís Neves, Carla Pinto disse ser importante para a PJ
que a liderança seja ocupada por quem já conhece a casa e os seus
problemas, evitando períodos para ter contacto e conhecer os ‘dossiers’.O
diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), Luís Neves, foi
reconduzido no cargo por mais três anos para a sua terceira comissão de
serviço na liderança da polícia de investigação criminal, anunciou hoje o
gabinete do primeiro-ministro em comunicado.“Considerando
o desempenho do Coordenador Superior de Investigação Criminal Luís
António Trindade Nunes das Neves como Diretor Nacional da Polícia
Judiciária, este foi nomeado para nova comissão de serviço, (…), por um
período de três anos”, lê-se no comunicado do Governo.Com
a recondução, este será a terceira comissão de serviço de Luís Neves
enquanto diretor nacional da PJ, que tomou posse no cargo em junho de
2018, quando já contava com mais de 20 anos ao serviço daquela polícia.