Sindicato convoca mais greves às provas de aferição entre os dias 16 e 26

12 de mai. de 2023, 08:52 — Lusa/AO Online

Em declarações à Lusa, o coordenador do sindicato, André Pestana, disse que a greve às provas de aferição que terminou na quinta-feira teve uma adesão elevada e há novos pré-avisos de greve entre 16 e 26 de maio, para a qual também não foram decretados serviços mínimos.“O que temos sentido é que a adesão à greve tem sido em crescendo, tanto é assim que temos recebido [informações] - e vamos levar isso à justiça – de que altos responsáveis relacionados com o Ministério da Educação estão a dar indicações para substituírem professores em greve, uma clara ilegalidade. Qualquer trabalhador em greve não pode ser substituído, o que é grave”, avançou.O coordenador do Stop adiantou que na segunda-feira o sindicato vai ter uma reunião com o Ministério da Educação tendo como “ponto acelerador a progressão”.“Ainda não recebemos a proposta do Ministério da Educação, mas continuamos a reafirmar que a única forma de repor a justiça sem criar assimetrias é claramente a equidade entre docentes do continente e arquipélagos, uma contagem integral do tempo de serviço”, disse André Pestana, admitindo que o sindicato está disponível para negociar “a velocidade a que se daria essa contagem”.De acordo com André Pestana, os professores querem a contagem integral como aconteceu na Madeira e nos Açores.“Temos também outras questões importantes que dizem respeito aos assistentes operacionais que têm salários de miséria e precisam de ter direito a formação durante o horário de trabalho, alterar o rácio porque estão exaustos, os problemas dos assistentes técnicos que estão desvalorizados e praticamente colados ao salário mínimo e dos técnicos superiores de educação com problemas de rácio, que em muitas escolas é de um psicólogo para mil alunos”, contou.André Pestana disse ainda que na próxima semana vai haver uma assembleia de sócios, estando e cima da mesa novas formas de luta, entre as quais a greve às avaliações.“Mas só na reunião se vai decidir quais as formas de luta”, disse.O coordenador do STOP está hoje de manhã na Escola Básica e Secundária de Vialonga, no concelho de Vila Franca de Xira, no distrito de Lisboa, para participar num plenário com trabalhadores do estabelecimento.“Viemos a esta escola em Vialonga, que está muito degradada e é das poucas que ainda tem uma situação que já devia ter sido erradicada: o amianto. O Stop foi o primeiro sindicato a fazer uma luta contra o amianto com mais de dois meses de greve e conseguimos que se avançasse com um plano nacional contra a erradicação do amianto orçamentada em milhões de euros, mas esta escola ainda não mereceu essa atenção”, contou.No plenário, além dos problemas dos profissionais, vai também, segundo André Pestana, ser abordada a questão do amianto.Após os primeiros cinco dias de greve às provas de aferição, segue-se um novo período de paralisações, entre 16 e 26 de maio, que coincide com as provas de educação física do 5.º ano e de tecnologias da informação e comunicação do 8.º ano.