Sindicato convoca greve dos trabalhadores da AIMA para 6 de outubro
Hoje 17:05
— Lusa/AO Online
A decisão surge depois de o STM ter solicitado ao secretário de Estado Adjunto e da Presidência e Imigração, que tutela a AIMA, uma reunião para discutir a atribuição de um subsídio pela especificidade das funções de quem lida com a imigração e não ter obtido resposta.O pedido de audiência foi feito depois de a 17 de setembro o Ministério da Administração Interna (MAI) ter proposto aos sindicatos da PSP e associações socioprofissionais da GNR o pagamento de um suplemento a polícias e militares que trabalham no controlo de fronteiras, dada a especificidade da função."Assim que houve essa questão do MAI, nós pedimos uma audiência. Nem sequer nos deram resposta. Então vamos com aquilo que temos para poder pressionar e mostrar à opinião pública que estamos decididos a ter uma agência capaz, que seja eficaz, que proteja os interesses nacionais, que proteja a segurança nacional, mas que também proteja quem chega", afirmou Manuela Niza Ribeiro.A dirigente sindical precisou que, embora a luta dos trabalhadores da AIMA "seja sempre por uma carreira específica", os argumentos utilizados pelo MAI para justificar a atribuição daquele subsídio são os mesmos invocados pelo STM.A falta de resposta às reivindicações apresentadas pelo STM antes do verão e a incerteza na liderança da AIMA, cujo presidente está na corrida para ser vogal do Conselho de Administração da Autoridade da Concorrência (AdC), são os outros motivos para a convocação da paralisação.Questionada pela Lusa se a greve poderá ser desconvocada caso exista resposta da tutela, Manuela Niza Ribeiro respondeu que tal dependerá dos resultados do eventual encontro."Precisamos que as coisas tenham efetivamente uma solução, que nos digam: 'vamos resolver isto desta forma até determinada data'. Obviamente que aí suspende-se a greve de imediato, mas têm de ser coisas concretas", concluiu a presidente do STM.