Sindicato ameaça recurso a tribunal para assegurar progressão nas carreiras na Universidade dos Açores
16 de jun. de 2025, 15:26
— Lusa/AO Online
Este
responsável sindical disse que a Universidade dos Açores “percebe
perfeitamente, quer no caso das licenças sabáticas, quer no caso das
agregações, que pode impugnar-se isso em tribunal administrativo”.“Se
a Universidade [dos Açores] não for sensível aos nossos argumentos e ao
que iremos propor, pensamos muito seriamente em apresentar uma ação em
Tribunal Administrativo no sentido de anular” os despachos da reitoria,
afirmou o sindicalista do Sindicato Nacional do Ensino Superior
(SNESup).O sindicalista falava em
conferência de imprensa, em Ponta Delgada, onde explicou que a academia
açoriana “até pode regulamentar” a progressão nas carreiras e o acesso
às licenças sabáticas, mas “não pode colocar uma regulamentação mais
restritiva” do que aquela “que advém da lei”, que é o que se “está a
passar”.Mário Viana, outro dos
sindicalistas regionais do SNESup, explicou que o acesso às licenças
sabáticas na Universidade dos Açores, “desde longa data, começou a ser
impedido por despachos reitorais”, no caso destas implicarem a
contratação de docentes de substituição.Segundo
Mário Viana, esta situação constitui uma “limitação grave dos
direitos dos docentes”, que “ficam em desvantagem em relação aos (…)
colegas das universidades do continente”.O
dirigente sindical adiantou que os critérios de admissão às provas de
agregação na academia açoriana, decididos pela reitoria através de uma
circular, constituem também um “grave atentado aos direitos dos docentes
de progredirem na carreira”, estando convicto que em causa estão razões
orçamentais.O sindicalista apontou,
ainda, que os docentes estão preocupados com as suas progressões “em
função da avaliação de desempenho”, desconhecendo-se o ponto de situação
destas na Universidade dos Açores, nomeadamente se foi “feita a devida
provisão orçamental” e se estas vão ser pagas este ano aos docentes.Viana recordou que a Universidade dos Açores “teve um resultado positivo de três milhões de euros” em 2024.Os
elementos do SNESup apontaram ainda a “degradação das instalações” da
academia, a par da necessidade de renovação do seu quadro docente.