Sindicato alerta para "total desproteção" das esquadras dos Açores
22 de abr. de 2025, 15:45
— Lusa/AO Online
O sindicato sublinhou, em
comunicado, que “num momento em que se acumulam casos de agressões
contra agentes da autoridade, é inaceitável que o Estado continue a
virar costas à realidade no terreno”.Segundo
o SIAP, a “falta crónica de meios humanos e físicos nas esquadras
açorianas não é uma novidade”, sendo um “problema antigo que se tem
vindo a agravar pela contínua escassez de novos efetivos, reflexo direto
da degradação das condições da carreira policial”.“Atualmente,
apenas as esquadras sede de divisão mantêm, quando possível, uma
sentinela à porta. Mesmo estas já sofreram cortes, deixando os postos
vulneráveis. A maioria das esquadras funciona com apenas um agente a
garantir o atendimento, o patrulhamento, a segurança da instalação e a
própria integridade física, sem qualquer apoio imediato”, refere o
sindicato.O SIAP “exige, com caráter de
urgência, o reforço imediato dos efetivos policiais nos Açores, por
parte da Direção Nacional da PSP, da ministra da Administração Interna e
do Governo em funções”.A estrutura
sindical pretende, ainda, que nas esquadras onde apenas esteja escalado
um único agente, estas funcionem de porta fechada, “salvaguardando a
integridade do profissional”.Nos casos em
que o patrulhamento seja atribuído a apenas um agente, o graduado de
serviço deve acompanhar a patrulha, “nunca permitindo que um agente
esteja sozinho”.