Sindicato alerta para condições precárias nas esquadras da PSP nos Açores
21 de out. de 2024, 15:59
— Lusa/AO Online
Em
comunicado, Carlos Torres refere que visitou na semana
passada a ilha de São Miguel e relata o que encontrou em diversas
esquadras, nomeadamente na Ribeira Grande, onde “as condições
apresentadas são precárias”.“Desde 2009,
ou seja, há 15 anos que esta esquadra funciona num espaço provisório ao
lado do quartel de bombeiros, adaptado na altura de forma apressada e
totalmente inadequada”, refere o sindicalista.Ainda
de acordo com o presidente do SIAP, a Câmara Municipal da Ribeira
Grande “tem feito esforços para, através do seu orçamento, construir um
local adequado de trabalho para estes polícias e para o atendimento dos
cidadãos”, mas, “até há data, a esquadra permanece em condições
precárias”.Já relativamente à esquadra da
Lagoa, Carlos Torres salienta que as condições apresentadas nas
camaratas “são, no mínimo, incipientes”, com uma caldeira que “não
permite fornecer água quente aos homens e mulheres” que ali pernoitam,
“obrigando-os a tomar banho de água fria em pleno inverno”.As
camaratas da esquadra de Vila Franca do Campo “enfrentam um problema
semelhante, tendo por isso sido desativadas, uma vez que não se
conseguiram substituir as tubagens”, acrescenta.O
SIAP aponta ainda que na esquadra de Capelas o duche que serve os
agentes “localiza-se na única casa de banho existente, que serve
polícias e cidadãos, e onde os armários dos elementos policiais ficam no
sótão, partilhado com baratas e ratos”, enquanto a esquadra da Calheta
“está há três semanas sem viaturas”, ficando o posto mais próximo a 40
minutos de distância.Segundo o dirigente
sindical, “existem ainda queixas reiteradas sobre a SAD PSP, um
subsistema de saúde que, para os polícias do Comando Regional dos
Açores, nada mais é que um imposto, pago ao longo de 14 meses, uma vez
que não existem acordos ou convenções em vigor, obrigando os elementos a
procurar ajuda no continente, apesar das questões e custos logísticos
que essa opção acarreta”.Carlos Torres
indica ainda que os polícias de São Miguel estão impedidos de fazer
formação “por falta de recursos financeiros para cobrir as passagens
aéreas”, “Estes homens e mulheres possuem
imensos deveres, mas os seus direitos, como o direito à família, ao
descanso, à saúde, à proteção da justiça e, sobretudo, à higiene e
segurança no trabalho são por norma ignorados. O Estado exclui-se de
responsabilidades, falhando grosseiramente, quando será sua obrigação
oferecer condições de trabalho dignas”, acusa o sindicato.