Sindicato admite convocar greve de professores nos Açores a partir de janeiro
10 de nov. de 2017, 16:53
— LUSA/AO online
“Os
professores e educadores de infância manifestaram hoje a vontade de se
mobilizarem para formas de contestação muito concretas caso não sejam
reconhecidos os seus direitos”, afirmou o presidente do sindicato, José
Gaspar, em declarações aos jornalistas.O
dirigente do SDPA falava no Palácio de Santana, presidência do Governo
açoriano, onde os docentes entregaram uma moção aprovada hoje em
plenário por "unanimidade e aclamação".De
acordo com o dirigente sindical, o plenário contou com "mais de 600
professores", salientando que a moção expressa de forma "muito
significativa" as posições da classe docente que pretende que "as normas
de transição em carreira sejam alteradas para não terem um prejuízo de
três anos".Os
professores reivindicam ainda que o tempo de serviço congelado, desde 01
de janeiro de 2011 a 31 dezembro de 2017, seja considerado no
reposicionamento que tem que ser feito a 01 de janeiro de 2018."Isto
para que não tenhamos uma carreira de 44 anos, porque aquilo que esta
definido no estatuto da carreira docente é uma carreira de 34 anos",
explicou.O
sindicalista salientou, no entanto, que "o momento do diálogo e
concertação" com o executivo açoriano "não está esgotado", alegando que o
Orçamento da região não está ainda aprovado. O
debate das propostas de Plano e Orçamento da Região para 2018 vai
decorrer, no parlamento dos Açores, entre 28 e 30 de novembro.O
presidente do SDPA sustentou, contudo, que a partir do momento em que o
Orçamento estiver aprovado "esgota-se o momento da concertação e do
diálogo", admitindo o recurso à greve, a partir do próximo ano."O
primeiro dia de aulas do início do segundo período pode ser o primeiro
dia de greve e outros dias que se poderão seguir", sustentou o
sindicalista.Em
declarações à agência Lusa no final de outubro, o secretário regional
da Educação e Cultura garantiu que o Governo dos Açores iria analisar a
suposta ilegalidade na carreira docente.“Se
estes professores ou outros quaisquer demonstrarem que foram ou que são
vítimas de uma ilegalidade, nós reporemos a legalidade. Se em vez
disso, estiver fundamentalmente em causa a reparação de uma pretensa
injustiça, nós teremos de ser mais cautelosos, analisando
necessariamente os factos com muita atenção”, afirmou Avelino Meneses.