Simplificação do processo do subsídio de mobilidade "resolve vários problemas”
Hoje 15:27
— Lusa/AO Online
O ministro das
Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, anunciou, na Comissão de
Infraestruturas, Mobilidade e Habitação, na Assembleia da República,
mudanças no funcionamento do apoio, nomeadamente a simplificação do
processo de submissão, referindo que será retirada “a obrigatoriedade de
introdução do recibo do pagamento da viagem, dando resposta a uma das
dificuldades mais reportadas pelos utilizadores”.A
secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, falou do assunto no parlamento regional, na Horta,
no debate sobre uma declaração política do PPM relativa ao Subsídio
Social de Mobilidade (SSM).“E agora, tanto
quanto a notícia que está a circular do ministro das Infraestruturas,
[a plataforma de submissão] também já não exige recibo. De alguma forma,
isto já resolve vários problemas, mas não resolve a forma amigável que a
plataforma tem de ter”, declarou.Segundo
Berta Cabral, a ferramenta que permite a submissão dos pedidos de
reembolso tem de “continuar a ser aperfeiçoada, porque isso não é um
problema político”.“As questões políticas
vão sendo encaminhadas e vão sendo conversadas e até resolvidas. Os
problemas tecnocráticos é que são os problemas mais difíceis de
resolver, mas não desistimos”, observou.Também defendeu que é “essencial” que os CTT devem ser utilizados paralelamente para os pedidos de reembolso.“Vamos
prosseguir para que [os reembolsos aos balcões dos CTT] continuem,
porque, aliás, estão a continuar para grupos e para empresas [que] ainda
não estão na plataforma”, disse.Na sua
opinião, “tem de voltar a prática dos CTT até à plataforma atingir a
maturidade suficiente, para não trazer dificuldades”.Berta
Cabral assegurou aos deputados que o executivo regional de coligação
PSD/CDS-PP/PPM acompanha as questões que os residentes colocam
diariamente em relação à utilização da plataforma: “E todos os dias
reencaminhamos [essas reclamações] para Lisboa, para a plataforma, para o
Ministério […], porque é a única forma de perceberem o que se passa a
nível regional".Depois de referir que usar
uma plataforma “não é tão intuitivo (…) e imediato para a generalidade
da população”, foi exigido pelo Governo Regional que houvesse a atuação
da Rede Integrada de Apoio ao Cidadão (RIAC), admitindo que sem o apoio
das lojas da rede RIAC “o caos seria muito maior”.Na
intervenção, a secretária regional também referiu que no processo de
obtenção do SSM “nunca se falou em chave móvel, nunca se falou em
restrições ao nível das declarações da situação contributiva e fiscal
regularizada”.Reafirmou que o Governo
Regional “tem feito o que deve, mas a verdade é que politicamente é mais
fácil, tecnocraticamente é mais difícil”.Por
fim, disse que o objetivo final do executivo açoriano é que nas viagens
de avião de ida e volta para o continente português cada açoriano pague
apenas os 119 euros no momento da compra da viagem.No
entanto, apontou que, “para isso, é preciso regular um mecanismo
financeiro que sirva de intermediário junto das companhias para o
passageiro poder pagar só o [valor] líquido”. “Mas
isso é um processo também ele burocrático, também é um processo técnico
que tem de ser discutido com o Governo e com as entidades que podem
fazer essa intermediação. Já se falou na Caixa Geral de Depósitos, já se
falou no Banco de Fomento, é um problema que o Governo tem de
resolver”, disse.A concluir, reafirmou que
é objetivo do executivo que este processo se aproxime da Tarifa Açores,
que permite aos residentes viajar entre ilhas por 61 euros
(anteriormente 60), valor pago na compra do bilhete, sem necessidade de
reembolsos.