Sida "não é preocupante" na região, mas é preciso apostar na prevenção

7 de dez. de 2009, 12:13 — Lusa/AO Online /Açores TSF

“A situação não é preocupante, mas exige atenção, porque quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maior é a esperança e a qualidade de vida das pessoas”, afirmou Miguel Correia, que falava na cerimónia de posse da nova Coordenadora Regional da Luta contra a Sida, Suzete Frias. Os dados oficiais indicam que a taxa de prevalência da doença nos Açores é de cerca de um terço da que se verifica a nível nacional. Na sua intervenção, Miguel Correia destacou a importância dos testes rápidos disponibilizados nos centros de saúde para permitir um diagnóstico mais célere, de forma a “evitar a propagação da doença”. O secretário regional da Saúde anunciou ainda que estará concluído “no segundo trimestre de 2010” o Plano Regional de Luta contra a Sida, que definirá “uma estratégia para actuar com eficiência na prevenção, no tratamento e no diagnóstico”. A nova coordenadora regional para a sida é uma psicóloga clínica para quem o sucesso desta missão passa pela “articulação de esforços” entre os vários intervenientes neste combate. A “alteração da atitude face à doença” é uma das prioridades de Suzete Frias, para quem é necessário apostar na “percepção do risco”. “Inicialmente foi criada a noção de que os grupos de risco eram os toxicodependentes, os homossexuais e as prostitutas, pelo que a restante comunidade sentiu que não era um problema seu. A questão é que essa situação mudou e hoje os heterossexuais estão no topo da lista”, alertou. Por seu lado, Francisco Sousa, que terminou o mandato de três anos à frente da Comissão Regional de Luta contra a Sida, apontou os jovens, mas também os adultos mais velhos, como os principais alvos deste combate. “Começam a aparecer cada vez mais casos em pessoas de idade avançada, é preciso fazer um esforço grande nesta camada da população”, defendeu, recordando que a vida sexual prolonga-se actualmente até mais tarde, pelo que é necessário alertar também esta faixa etária para os perigos das relações sem protecção.