Setor público dos Açores com resultado positivo de 4,8 milhões de euros
12 de out. de 2018, 09:21
— Lusa/AO Online
Sérgio
Ávila - que foi ouvido na delegação de Ponta Delgada, do parlamento açoriano, em sede de comissão Eventual de
Inquérito ao Setor Público Empresarial Regional (SPER) e Associações Sem
Fins Lucrativos Públicas - referiu este valor quando confrontado pelo
deputado social-democrata Luís Rendeiro sobre a situação do universo do
SPER.O
parlamentar, fora do âmbito da audição do vice-presidente do Governo,
que visava as empresas públicas Ilhas de Valor, Nonagon e Sociedade de
Desenvolvimento Empresarial dos Açores (SDEA), declarou que o SPER tem
vindo a “acumular prejuízos” e a registar, além de uma dívida crescente,
“resultados negativos em cima de resultados negativos”.Sérgio Ávila apontou como exemplos mais flagrantes os casos concretos das empresas Saudaçor e SATA.O vice-presidente, já em declarações aos jornalistas, no final da audição, referiu
que estes são dados apurados pelo Instituto Nacional de Estatística
(INE).““O
SPER, aquele que é considerado administração pública, que excluiu as
quatro empresas mercantis, com base no sistema contabilístico europeu, e
apurado pelo INE, teve um contributo positivo de 4,8 milhões de euros”,
declarou.O
vice-presidente do executivo açoriano adiantou que o valor final do
apuramento do défice da região “foi inferior ao que estava autorizado”
no Orçamento dos Açores (60 milhões), “precisamente porque as empresas
públicas, os fundos e serviços autónomos deram um contributo positivo”.Sérgio
Ávila considerou que as empresas Ilhas de Valor, Nonagon e SDEA
apresentam resultados positivos, não revelando dívida e registando um
passivo “muito baixo”.O
governante manifestou-se contra a pretensão dos social democratas de
extinguir a Ilhas de Valor, tendo destacado o seu papel na promoção da
coesão da região, os investimentos realizados em ilhas mais
desfavorecidas, como hotéis, que não existiam, por exemplo na Graciosa e
Flores, a par da disponibilização de capital às empresas regionais numa
altura em que “os bancos não funcionavam”.Neste
momento, de acordo com Sérgio Ávila, existem, contrariamente à altura
de realização do investimento, privados interessados nestes hotéis de
quatro estrelas.O
responsável pelas finanças regionais anunciou que se pretende,
entretanto, privatizar a empresa Verde Golf, que detém os campos da
Batalha e Furnas, na ilha de São Miguel.Os
campos de golfe da Batalha e das Furnas foram adquiridos pela Ilhas de
Valor por 7,4 milhões de euros, estando o seu valor estimado, em
19 milhões.