Sete forças políticas apresentam listas na ilha das Flores
Açores/Eleições
16 de set. de 2020, 11:32
— Lusa/AO Online
Numa ilha que elege três deputados, os seis
partidos representados no parlamento açoriano nesta legislatura avançam
com as suas candidaturas, sendo o PAN o único dos partidos sem
assento que tenta a sua sorte no ponto mais ocidental da Europa, onde,
em 2016, foram eleitos um deputado do PS, um do PSD, e um do PCP.O
PS tem como cabeça de lista José Eduardo, professor, e o PSD volta a
apresentar o nome de Bruno Belo, técnico superior, enquanto o CDS-PP
conta com Fábio Alves, engenheiro civil, no topo da lista.Na
ilha que elegeu o único deputado comunista da última legislatura, a CDU
sugere, este ano, Luísa Corvelo, professora. Já a lista do Bloco de
Esquerda é encabeçada por Maria Isabel Tenente, agricultora, a do PPM
por Gustavo Alves, marinheiro da marinha mercante, e o PAN apresenta
Lúcia Silva, técnica superior.Nas Flores votam nestas eleições 3.119 pessoas, menos 68 do que há quatro anos.De
acordo com a informação da Secretaria-Geral do Ministério da
Administração Interna, estão inscritos em toda a região 228.572
eleitores, mais 313 do que em 2016, altura em que eram 228.259.No
mais recente ato eleitoral, para as legislativas nacionais de 2019,
estavam recenseados e aptos a votar nos Açores 228.975 eleitores.Nas
anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos
votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra
30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do
CDS-PP (quatro mandatos).O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.O PS governa a região há 24 anos, tendo sido antecedido pelo PSD, que liderou o executivo regional entre 1976 e 1996.Vasco
Cordeiro, líder do PS/Açores e presidente do Governo Regional desde as
legislativas regionais de 2012, após a saída de Carlos César, que esteve
16 anos no poder, apresenta-se de novo a votos para tentar um terceiro e
último mandato como chefe do executivo.