Sete candidaturas apresentam-se na corrida à Câmara de Ponta Delgada
Autárquicas
8 de jul. de 2025, 11:29
— Lusa/AO Online
PSD, PS, BE, IL, Chega,
CDU e o movimento "Ponta Delgada para Todos" são as forças políticas
que revelaram os cabeças de lista ao município governado pelos
sociais-democratas, com cinco elementos ‘laranja’ no executivo, contra
quatro do PS.Na Assembleia Municipal (51
membros), onde existem seis grupos e representações municipais (PSD, PS,
IL, BE e os independentes "Santa Clara Vida Nova" e "Sempre
Candelária"), os sociais-democratas têm 25 mandatos.O atual presidente da autarquia, Pedro Nascimento Cabral (PSD), eleito pela primeira vez em 2021, concorre a um novo mandato.O
advogado, que foi líder parlamentar do PSD/Açores e candidato à
liderança do partido a nível regional, ainda não apresentou formalmente a
candidatura, mas recentemente apontou a habitação, a segurança, a
mobilidade e as políticas sociais como áreas prioritárias para o futuro
da cidade."Estamos a construir 70 novas
habitações. São 12 milhões de euros investidos para solucionar um
problema grave, há muito detetado, mas que tem sido sempre
negligenciado", afirmou Nascimento Cabral numa conferência intitulada
"Pensar Ponta Delgada", organizada pela Associação de Seniores de São
Miguel.Já o PS candidata a antiga
secretária de Estado da Igualdade e Migrações (2022-24) Isabel
Rodrigues, que foi deputada na Assembleia da República e secretária
regional Adjunta da Presidência para os Assuntos Parlamentares do
Governo dos Açores.Isabel Rodrigues,
formada em Direito, assumiu como objetivo "dar um novo rumo ao concelho"
para iniciar um "ciclo de desenvolvimento e prosperidade"."Com
determinação e esforço conjunto, é possível encontrar soluções que
garantam os direitos sociais de todos, que traduzam um verdadeiro
combate às desigualdades e uma forte aposta na inovação social", afirmou
a socialista no anúncio da candidatura.O BE apresenta a economista e professora Susana Medeiros, licenciada em Sociologia e com mestrados em Economia e Gestão.Os
bloquistas defenderam "a habitação, os transportes públicos, o combate à
problemática da toxicodependência e das pessoas sem-abrigo, a recolha
de resíduos e a promoção da cultura" como prioridades para os próximos
anos.Já a IL aposta na engenheira
agroindustrial Alexandra Cunha, que já se comprometeu a "governar com
responsabilidade, transparência e resultados".A
atual deputada municipal liberal defendeu também a necessidade de
existir um "planeamento estratégico" para o desenvolvimento do município
açoriano.O líder regional do
Chega/Açores, José Pacheco, é o candidato do partido à autarquia.
Designer gráfico de profissão e deputado no parlamento açoriano desde
2020, Pacheco apresentou como 'bandeiras' a habitação e o combate à
subsidiodependência.O cabeça de lista
disse querer ser a "voz das pessoas, ouvir, especialmente as zonas de
Ponta Delgada da costa norte e sul que estão completamente abandonadas".Uma
das novidades do ato eleitoral de Ponta Delgada é o movimento de
cidadãos "Ponta Delgada para Todos", encabeçado por Sónia Nicolau,
professora e antiga deputada regional do PS, que se apresentou como
independente após críticas à liderança do PS/Açores."Este
movimento cívico apresentará soluções para os problemas das pessoas e
do território. Queremos uma campanha de esclarecimento e envolvimento
por parte das pessoas", afirmou Sónia Nicolau no anúncio da candidatura.O
candidato da CDU é o escritor Henrique Levy, autor de livros de romance
e poesia, antigo professor universitário e fundador da editora
N9na-Poesia, que vai apresentar a candidatura na quarta-feira.Levy,
que foi mandatário da CDU nas eleições regionais de 2020, é licenciado
em Língua e Cultura Portuguesa e tem mestrado em Estudos Portugueses.Face
às eleições de 2021 - ganhas pelo PSD com 48,76% e em que concorreram
sete forças - apenas o PAN ainda não revelou a candidatura ao município.Ponta
Delgada tem 24 freguesias distribuídas por 231,9 quilómetros quadrados e
cerca de 67 mil habitantes, 28% da população açoriana.O
PSD presidiu quase sempre à Câmara de Ponta Delgada, com exceção do
mandato 1989-1993, em que socialistas em coligação com o CDS-PP
'tiraram' a autarquia aos sociais-democratas.