Sessão de perguntas sobre a EDA e a SATA marca agenda parlamentar nos Açores
16 de jun. de 2020, 09:07
— Lusa/AO Online
O deputado monárquico, Paulo Estêvão, já tinha
solicitado ao Governo Regional, liderado pelo socialista Vasco Cordeiro,
algumas das informações que agora vai transformar em perguntas orais,
exatamente por não terem tido resposta em tempo oportuno.O
único parlamentar do PPM na região quer saber, por exemplo, qual a
cobertura legal que existe para que o Conselho de Administração da EDA
continue a distribuir dividendos pelos acionistas, apesar de o Estado
transferir, anualmente, milhões de euros para a região, a título de
convergência do tarifário elétrico.Paulo
Estêvão pretende também saber pormenores sobre o processo de
reestruturação financeira da companhia aérea regional (SATA), que em
apenas dois anos apresentou resultados negativos superiores a 100
milhões de euros, agravados agora com a suspensão das viagens, devido à
pandemia.A situação financeira da SATA
levou também o Bloco de Esquerda a apresentar um projeto de resolução
que recomenda a capitalização da empresa, com ajudas do Estado, e a
criação de futuras parcerias com a TAP para a gestão de rotas.A
agenda parlamentar desta semana inclui ainda outras quatro propostas do
PPM, relacionadas com o regime de requerimentos parlamentares, com as
energias renováveis, com a segurança privada e com a construção de um
refeitório na Escola do Corvo, na mais pequena ilha dos Açores.Os
57 deputados regionais vão ainda apreciar três propostas de resolução
apresentadas pela bancada do PSD, que dizem respeito aos apoios às ilhas
atingidas pelo furacão Lorenzo, ao núcleo de recreio náutico da
Graciosa e ao núcleo museológico da Praia da Vitória.A
ordem de trabalhos desta sessão parlamentar inclui também um projeto do
Bloco de Esquerda sobre a contratação de assistentes técnicos, um
projeto do PCP sobre a atribuição do subsídio de risco, um do CDS sobre
apoios aos ganadeiros em período de pandemia, e um projeto da deputada
independente sobre o valor das refeições escolares.Estas
propostas serão debatidas ao longo de quatro dias, naquele que será a
primeira sessão parlamentar presencial desde o início da pandemia e
sujeita, por isso, a regras mais restritivas, dentro e fora da sala de
plenário.