Serviços Prisionais investiram 5 ME na prevenção e combate à pandemia
Covid-19
2 de mar. de 2021, 11:59
— Lusa/AO Online
Segundo adianta o Ministério
da Justiça (MJ), desde o início da pandemia, a Direção-Geral de
Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) investiu cerca de 5 milhões de
euros na prevenção e combate à covid-19, incluindo aquisição de
equipamentos de proteção individual, obras em parlatórios nas prisões,
reforço de profissionais de saúde, incremento de serviços de limpeza,
instalação de acrílicos, aquisição de desinfetantes, locação de camas
hospitalares e garrafas de oxigénio.Relativamente
à vacinação contra o SARS-CoV-2 no âmbito da GSRSP, o MJ assegura que
entre 20 de janeiro e 26 de fevereiro foram aplicadas cerca de 5.060
vacinas, das quais 855 se reportam já à segunda dose. Por outro lado, efetivaram-se cerca de 21.900 testes de diagnóstico da covid-19, refere ainda o MJ.Entretanto,
a ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, assiste hoje à tarde à
abertura do Curso de Formação Inicial da Carreira de Guarda Prisional
(CFICGP) de 2021, que se realiza em duas edições, uma com início em
março e outra em maio. A formação vai
contemplar 154 formandos (75 na primeira edição e 79 na segunda), dos
quais 125 são homens e 29 mulheres, oriundos de todo o território
nacional (Continente e Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira).O
CFICGP 2021 terá a duração de nove meses, sendo quatro de formação
teórico-prática e os restantes cinco em contexto real de trabalho em 10
estabelecimentos prisionais (EP) (dois EP femininos e oito masculinos). Segundo
o MJ, a abertura deste concurso insere-se na estratégia de reforço do
número de guardas prisionais que vem sendo executada pelo Governo desde
2015. Excetuados os guardas-instruendos do
curso que agora se inicia, entre 2015 e 2020 tinham sido já admitidos
419 novos guardas prisionais, segundo indica o MJ. "Em
resultado destas admissões, assim como da diminuição da população
prisional (em 2015, assistia-se a um fenómeno de sobrelotação das
prisões - 111,8%, em 01 de fevereiro de 2021, evolui-se para uma
situação de sublotação - 88,6%), verificou-se neste período uma redução
substancial do rácio de reclusos por guarda prisional (em 2015, era de
3,4 reclusos por guarda prisional, em 2020, passou a ser de 2,7 reclusos
por guarda prisional)", precisa o ministério dirigido por Francisca Van
Dunem.O início da formação dos
guardas-instruendos, em cuja cerimónia a ministra estará hoje presente,
ocorre em pleno período pandémico, visando "reforçar a confiança da
comunidade na continuidade do serviço que lhe é prestado pelo sistema
prisional". Neste contexto de combate ao
covid-19, o MJ destaca o facto de o sistema prisional "não ter registado
qualquer vítima mortal na população reclusa", o que, sublinha, "atesta o
sucesso da implementação do Plano de Contingência projetado para as
prisões, que foi evidenciado no Relatório Especial SPACE I, do Conselho
da Europa, de 18 de junho de 2020. "Neste
campo, ressalva-se ainda que o programa de ação em meio prisional de
prevenção e combate à infeção epidemiológica por COVID-19 foi
selecionado como um dos cinco finalistas ao Prémio IPPS-ISCTE Políticas
Públicas", conclui a nota informativa do MJ.