Serviços mínimos apenas para voos militares, de regresso, emergências ou de Estado
TAP
22 de nov. de 2022, 12:51
— Lusa/AO Online
Num
pré-aviso publicado na comunicação social, o Sindicato Nacional do
Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) regista que voos de regresso
diretamente para o território nacional para Lisboa e Porto, voos de
emergência, voos militares e voos de Estado, nacional ou estrangeiro são
considerados “como serviços mínimos a assegurar a satisfação das
necessidades sociais impreteríveis, no período decretado de greve”.O
sindicato acrescenta que “o conceito de necessidades impreteríveis
apenas se confina às regiões autónomas dos Açores e da Madeira”, onde o
transporte aéreo é essencial “por razões de coesão nacional e isolamento
das populações”.De fora do pré-aviso ficam, para já, os voos da TAP entre continente e ilhas das regiões autónomas.O
SNPVAC regista que nos dias da greve haverá “outras operadoras
(SATA/easyJet/Ryanair) que asseguram a ligação entre o continente e
qualquer uma das ilhas das regiões autónomas, existindo, por
conseguinte, meios alternativos de transporte aéreo”.Na
segunda-feira, o sindicato afirmou que a TAP tinha apresentado uma
proposta aos tripulantes de cabine, mas que não tinha condições para a
analisar no prazo estabelecido pela companhia aérea.Num
comunicado enviado aos associados, a que a Lusa teve acesso, a direção
do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC)
adiantou que esteve, nos dias 15 e 16 de novembro, “reunida com a
Administração da empresa, com o intuito de solucionar o diferendo
existente entre os tripulantes e a TAP”.Segundo
a mesma nota, “após dois dias intensos de reuniões – onde de forma
construtiva ambas as partes procuraram soluções para sanar o diferendo –
a TAP formalizou uma proposta no dia 18 de novembro”.“Apesar
de ser uma proposta que considerámos de imediato insuficiente – já que a
empresa não abdica de certas posições –, seria nossa intenção levá-la à
consideração dos Associados na AG [assembleia geral] de dia 6 de
dezembro”, referiu o SNPVAC, indicando que, no entanto, “juntamente com a
formalização da mesma, veio um ultimato ao SNPVAC de que, ou existia
uma antecipação à auscultação dos seus associados até dia 22 de novembro
[terça-feira], ou então não faria sentido a proposta negociada ser
formalizada”.A TAP informou os clientes,
também na segunda-feira, que vai permitir a alteração das datas dos voos
marcados para 08 e 09 de dezembro, sem qualquer penalização, por
coincidirem com o período de greve dos tripulantes de cabina.Os
tripulantes da TAP anunciaram uma greve nos dias 08 e 09 de dezembro,
convocada pelo SNPVAC, apontando como motivos o "descontentamento,
revolta e mal-estar" entre os trabalhadores.A
TAP e os sindicatos encontram-se em negociações para a revisão do
Acordo de Empresa (AE), no âmbito do plano de reestruturação.