Serviços mínimos abrangem 40% do abastecimento em Lisboa e Porto
Combustíveis
17 de abr. de 2019, 09:27
— Lusa/AO Online
De
acordo com o despacho que declara a situação de alerta para o período
compreendido entre o dia 16 de abril e o dia 21 de abril, os serviços
mínimos garantem o abastecimento normal de combustíveis aos hospitais,
bases aéreas, bombeiros, portos e aeroportos, como se não houvesse
greve.Estão igualmente abrangidas 30% das
operações no transporte de granel, brancos e gás embalado, assim como o
transporte de cargas necessárias nas refinarias e parques, na CLT e na
CLC (Companhia Logística de Combustíveis), “nos casos em que a
acumulação de 'stocks' de produtos refinados imponha o funcionamento das
unidades em regimes abaixo dos respetivos mínimos técnicos”.Os
serviços mínimos incluem ainda o transporte “estritamente indispensável
às restantes unidades e instalações dos sistemas industriais das áreas
de Sines e de Matosinhos associados às refinarias da Petrogal”, de forma
a “garantir o funcionamento estável das unidades à carga mínima” e
evitar riscos para a segurança dos equipamentos e instalações e impactos
ambientais.Para garantir as operações
abrangidas nestes serviços mínimos, o despacho declara a situação de
alerta até às 23h59 (menos uma nos Açores) do dia 21 de abril para a globalidade do território
de Portugal continental.Esta situação de
alerta implica a convocação dos trabalhadores dos setores público e
privado que estejam habilitados com carta de condução de veículos
pesados, com averbamento de todas as classes de ADR, designadamente quem
desempenha cumulativamente funções de bombeiro voluntário, bem como os
agentes de proteção civil habilitados à condução de veículos pesados.Implica
também a elevação do grau de prontidão e resposta operacional por parte
das forças e serviços de segurança e de todos os agentes de proteção
civil, com reforço de meios para operações de patrulhamento e escolta
que permitam garantir as operações de abastecimento e a segurança de
pessoas e bens.O despacho, assinado pelos
ministros do Ambiente e da Transição Energética e da Administração
Interna, determina ainda o imediato acionamento das estruturas de
coordenação institucional das forças e serviços de segurança, bem como
das estruturas da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil,
para garantir o cumprimento dos serviços previstos.A
greve dos motoristas de matérias perigosas, que começou às 00:00 de
segunda-feira, foi convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de
Matérias Perigosas (SNMMP), por tempo indeterminado, para reivindicar o
reconhecimento da categoria profissional específica.Na
terça-feira, alegando o não cumprimento dos serviços mínimos
decretados, o Governo avançou com a requisição civil, definindo que até
quinta-feira os trabalhadores a requisitar devem corresponder “aos que
se disponibilizem para assegurar funções em serviços mínimos e, na sua
ausência ou insuficiência, os que constem da escala de serviço”.No
final da tarde de terça-feira, o Governo declarou a “situação de
alerta” devido à greve, avançando com medidas excecionais para garantir
os abastecimentos e, numa reunião durante a noite com a Associação
Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM)
e o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas, foram
definidos os serviços mínimos.A greve dos motoristas de matérias perigosas decorre por tempo indeterminado.