Serviço de Internet por satélite tem 7 prestadores com ofertas retalhistas
21 de jan. de 2022, 18:46
— Lusa/AO Online
O
regulador salienta que este serviço "é especialmente vocacionado para
zonas remotas, de baixa densidade populacional e/ou de orografia mais
complexa". Embora o serviço de acesso à
Internet por satélite tenha uma "reduzida penetração" em Portugal (0,03%
do total), o número de acessos cresceu no terceiro trimestre do ano
passado, "atingindo 1,3 milhares, o que representa um crescimento de
4,7% em relação ao mesmo período do ano anterior", lê-se na nota da
Anacom.O regulador salienta que a Internet
via satélite "tem vindo a crescer de forma significativa desde o final
de 2018", sendo que, entre o último trimestre daquele ano "e o terceiro
trimestre de 2020, o número de subscritores aumentou 78,5%".No
final do ano passado, "identificaram-se sete prestadores que
comercializavam ofertas retalhistas de serviço de acesso à Internet via
satélite em Portugal".De acordo com o
relatório "Acesso à Internet via satélite - disponibilidade,
mensalidades e atributos", este serviço "exige a instalação no exterior e
alinhamento de uma antena parabólica de pequenas dimensões e de um
'router'". Os prestadores vendem ou alugam
estes equipamentos e a instalação pode ser efetuada pelo cliente ou
pelo fornecedor e, após a ativação do serviço, este fica imediatamente
disponível."As ofertas de acesso à
Internet via satélite anunciadas pelos prestadores nos seus 'sites'
permitem velocidades de 'download' até 100 Mbps e velocidades de
'upload' até 10 Mbps", sendo que, "ao contrário da maioria das ofertas
de rede fixa, as ofertas de acesso à Internet via satélite com
mensalidades mais reduzidas impõem limites de tráfego", lê-se no
documento.A mensalidade do serviço "é
genericamente superior às ofertas residenciais equivalentes suportados
noutras redes, embora comecem a surgir ofertas cada vez mais
competitivas".Destaca-se que "a prestação
deste serviço é influenciada pelas condições atmosféricas, que poderão
provocar desalinhamento das antenas, reduzir a largura de banda e,
eventualmente, exigir assistência técnica especializada".