Serviço de Endocrinologia e Nutrição com “equipa robusta”

Hoje 09:26 — Lucas Rebelo

O Serviço de Endocrinologia e Nutrição do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES) apresenta, neste momento, uma das “equipas mais robustas”, comparativamente com os restantes hospitais do país.As declarações são de Isabel Sousa, que durante a sessão de abertura do XIX Congresso de Endocrinologia e Nutrição dos Açores, revelou alguns dados relativamente ao número de profissionais disponíveis.“O serviço integra, atualmente, dez médicos, dos quais oito  especialistas em endocrinologia e nutrição e dois médicos internos em formação, sendo que, recente, recebemos mais um interno para formação específica”, destacou.“Contámos também com doze nutricionistas, dos quais cinco especialistas em nutrição clínica e quatro enfermeiros, existindo ainda a colaboração de outros profissionais de outras áreas”, complementou.Segundo Isabel Sousa, a equipa é “multidisciplinar”, assegurando uma “atividade assistencial diversificada” tanto no HDES como também nas restantes ilhas do arquipélago.Através da “deslocação regular de especialistas”, pretende-se “aproximar os cuidados diferenciados das populações”, reduzindo assim as “dificuldades de acesso decorrentes da realidade geográfica” dos Açores.“Apesar das circunstâncias particularmente exigentes que o nosso hospital atravessou nos últimos anos e das limitações de instalações com as quais continuamos a trabalhar, conseguimos aumentar em 30% o número de primeiras consultas e reduzir em 36% a lista de espera”, revelou Isabel Sousa.A mesma destaca ainda que os resultados apresentados “traduzem o esforço coletivo de uma equipa empenhada em melhorar a acessibilidade, a capacidade de resposta e a qualidade dos cuidados prestados”.Uma vez que o serviço assegura igualmente a liderança da comissão de nutrição do HDES, oferecendo “uma abordagem multidisciplinar e integrada nos cuidados nutricionais”, a dirigente salientou o “trabalho transversal” desenvolvido pela unidade de nutrição, particularmente “na área da nutrição clínica, incluindo a continuidade dos cuidados ambulatórios”.“A nossa atividade não se esgota na assistência clínica. Temos procurado contribuir também para a prevenção da doença, para a investigação científica e para a formação dos profissionais”, deixou claro.Apesar da equipa de recursos humanos ser “robusta”, Isabel Sousa destacou que a “prevalência de patologias” nos Açores obriga a que se criem novas instalações, nomeadamente “gabinetes de consulta”.