Serviço de assistência em escala da SATA custou 35,3 milhões de euros em 2025
Hoje 15:09
— Lusa/AO Online
Os
números foram apresentados numa resposta a um requerimento do Chega,
disponível na página da Assembleia Legislativa dos Açores.Segundo
o executivo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM), em 2021, os custos com
“fornecimentos e serviços externos, materiais consumidos, gastos com
pessoal, formação, entre outros” do 'handling' rondaram os 19,5 milhões
de euros.Desde esse ano, assistiu-se a um aumento gradual, para 23,3 milhões, em 2022, 27,9 milhões, em 2023, e 31,9 milhões, em 2024.Os
números mais recentes apontam para um custo de 35,3 milhões de euros,
dos quais 15,4 milhões no aeroporto de Ponta Delgada e 8,1 milhões no
aeroporto da ilha Terceira.O aeroporto da
Horta apresentou um custo de 2,8 milhões de euros, em 2025, o do Pico de
2,1 milhões e o de Santa Maria de 1,9 milhões.Nas Flores, é indicado um custo de 1,2 milhões de euros, em São Jorge e na Graciosa 1,1 milhões e no Corvo 355 mil euros.Questionado
sobre o resultado operacional da atividade de ‘handling’ nesses anos, o
executivo açoriano explicou que sendo uma unidade interna da SATA Air
Açores, os serviços “não são valorizados para efeitos de apuramento dos
resultados da unidade”.Assumindo “um
pressuposto de valorização dos serviços prestados à SATA Air Açores,
tendo por base valores de mercado aplicáveis em cada ano”, o Governo
Regional apresentou, no entanto, resultados negativos.Em
2021, o valor apontado é de 3,5 milhões de euros negativos, aumentando
gradualmente até 6,3 milhões de euros negativos, em 2025.O
executivo açoriano revelou ter investido, entre 2021 e 2025, cerca de
6,5 milhões de euros em equipamentos, material administrativo, material
de oficinas e viaturas de placa, e cerca de 1,8 milhões de euros em
formações.Na resposta ao requerimento,
adiantou ainda que o serviço de ‘handling’ conta com 667 trabalhadores
nas nove ilhas do arquipélago.O Governo
Regional reiterou que “a unidade de ‘handling’ será privatizada a 100%”,
acrescentando que “o primeiro passo deste processo estará concluído no
corrente mês de abril, com o início do funcionamento da SATA Handling
enquanto entidade autónoma da [SATA] Air Açores”.No
final de janeiro, o grupo SATA tinha anunciado, em comunicado, que a
criação da SATA Handling deveria ocorrer “no decurso do mês de março”.Questionado
sobre o impacto financeiro estimado com a privatização do serviço de
‘handling’, o executivo açoriano disse que, “encontrando-se em definição
os termos e condições do modelo de privatização”, não era ainda
“possível antecipar o impacto financeiro”.A
mesma resposta foi dada em relação à solicitação de um estudo económico
ou avaliação financeira sobre a sustentabilidade do serviço após a
privatização da companhia Azores Airlines.Quanto
às garantias de manutenção de postos de trabalho, lembrou que “já foi
publicamente anunciado pelo conselho de administração da SATA Holding
ser expectável prever no processo de privatização da SATA Handling
condições de salvaguarda dos trabalhadores em termos equivalentes aos
previstos no recente processo de privatização da Azores Airlines”.Acrescentou
ainda que já “foi iniciado um processo de renegociação do Acordo de
Empresa, assegurando que, no momento da privatização, os direitos dos
trabalhadores estarão devidamente acautelados”.Questionado
sobre o custo médio de ‘handling’ por operação aérea nos aeroportos da
região, em comparação com outros aeroportos nacionais, o Governo
Regional disse que, em 2025, se registou um “custo médio por rotação de
1.328 euros” nos Açores, mas alegou não ter informação sobre os custos
nos restantes aeroportos do país.O Chega
perguntou ainda ao executivo açoriano pelas medidas que pretendia adotar
para garantir que os serviços de ‘handling’ não viessem a sofrer
aumentos de custos que pudessem afetar a competitividade do transporte
aéreo nos Açores.Em resposta, o Governo
Regional assegurou que “no âmbito do processo de definição do modelo de
privatização da SATA Handling serão identificados os riscos associados à
gestão da SATA Handling por entidades privadas, devendo o risco ser
devidamente eliminado e/ou mitigado”.