Sérgio Ávila critica “colapso” do transporte marítimo de mercadorias
Legislativas
12 de mai. de 2025, 09:26
— Carolina Moreira
O candidato do PS pelo círculo dos Açores às eleições legislativas
nacionais de 18 de maio, Sérgio Ávila, denunciou na passada sexta-feira a
“acentuada degradação” do transporte marítimo de mercadorias nos Açores
e responsabilizou diretamente o Governo da República de Montenegro pelo
“colapso” do modelo logístico que garante o abastecimento da Região.Em
nota de imprensa, Sérgio Ávila criticou a “falta de fiabilidade” do
transporte marítimo e as “graves consequências” que a situação está a
provocar Às empresas e às famílias açorianas, sublinhando que “deixou de
haver previsibilidade e estão a ser imputados custos adicionais muito
significativos às empresas regionais”.“Estamos a viver, em pleno
século XXI, uma situação impensável: a falta de produtos alimentares
básicos nos nossos supermercados”, afirmou, após visitar uma superfície
comercial na ilha Terceira e reunir com diversos empresários.Segundo
o candidato socialista, a irregularidade no transporte está a impedir
as empresas de importar produtos perecíveis do continente, como
iogurtes, ovos, vegetais e frutas, devido à falta de garantia de que
“cheguem em tempo útil de consumo”, afirmou.Em comunicado, além da
instabilidade operacional, Sérgio Ávila alertou para o aumento
significativo nos custos, sublinhando que, desde janeiro, “houve um
aumento de 8% no custo do transporte marítimo” associado a um
“agravamento da irregularidade, da falta de previsão do próprio
transporte marítimo, deixando mercadorias atrás e fazendo com que os
empresários não possam adquirir os produtos que normalmente adquirem”,
constatou.O candidato socialista pelo círculo dos Açores salientou
ainda que o “agravamento das falhas no sistema” está a obrigar os
empresários a “alterar completamente a sua logística”.“Muitos têm de
triplicar o stock de produtos, com custos adicionais, porque não sabem
quando poderão repor os seus armazéns”, referiu.Segundo Sérgio
Ávila, esta situação “coloca em risco a rentabilidade das empresas,
afeta a economia local e, mais grave ainda, penaliza diretamente os
consumidores açorianos”, destacou, propondo a análise de um novo sistema
de Obrigações de Serviço Público de transporte marítimo de mercadorias
para os Açores.