Senado dos EUA aprova acordo que abre caminho para reabertura do Governo
11 de nov. de 2025, 12:33
— AO Online/Lusa
Após um dia de oito votações, o Senado
aprovou, na segunda-feira, o acordo de financiamento provisório, com 60
votos a favor e 40 contra. O acordo,
promovido pelos republicanos, com apoio de oito democratas, foi
alcançado no 41.º dia de paralisação do Governo, a mais longa da
história dos EUA, e está agora nas mãos da Câmara dos Representantes,
que deverá iniciar a sessão na quarta-feira. Os
oito democratas que romperam com o voto partidário e permitiram que o
pacote avançasse foram Catherine Cortez Masto, Jacky Rosen, John
Fetterman, Maggie Hassan, Jeanne Shaheen, Tim Kaine, Dick Durbin e o
independente Angus King. A divisão
democrata foi descrita como frustrante pelo senador do Arizona, Ruben
Gallego, que afirmou que os afetados serão "24 milhões de
norte-americanos que potencialmente verão os encargos com seguros
aumentarem", porque o acordo aprovado não garante a extensão dos
subsídios aos programas de saúde como o Obamacare, que expira no final
deste ano. Os republicanos
congratularam-se com os acordos. "O Presidente é a favor. Se o
Presidente é a favor, penso que será aprovado na Câmara dos
Representantes. Penso que é um bom acordo para o país”, reagiu o
conservador Lindsey Graham aos jornalistas.As
atenções dos Estados Unidos voltam-se agora para a Câmara dos
Representantes e para o Presidente da câmara baixa, o republicano Mike
Johnson, que já convocou os membros para regressarem a Washington na
quarta-feira.O compromisso bipartidário
aprovado no Senado combina três medidas de financiamento anual para
diferentes agências com um projeto de lei intercalar que pode manter as
restantes agências federais em funcionamento até 30 de janeiro.O
acordo também reverte mais de 4.000 despedimentos que a Administração
Trump tentou levar a cabo no início do encerramento e proíbe novos
cortes até final de janeiro.No entanto, o
texto não inclui a prorrogação dos subsídios da lei dos cuidados de
saúde (Obamacare), que expiram no final do ano e cujo fim pode aumentar
os custos com saúde para milhões de norte-americanos. Os
democratas fizeram pressão para incluir esta medida, mas os
republicanos recusaram-se a discutir a política de saúde antes do fim da
paralisação do Governo por efeito do bloqueio orçamental.A
paralisação do Governo, a mais longa da história, permanece em vigor
por, pelo menos, mais 48 horas e, até agora, por exemplo, causou
milhares de cancelamentos de voos, afetou diretamente 1,3 milhões de
trabalhadores federais, bem como suependeu o pagamento do Programa de
Assistência Nutricional Suplementar (SNAP), que beneficia 42 milhões de
norte-americanos.