Seleção escreve a página mais bonita da história do futsal português
3 de out. de 2021, 20:22
— Lusa /AO Online
Pany Varela foi o maior responsável pelo inédito título que a equipa das ‘quinas’ junta ao Europeu conquistado em 2018, na Eslovénia, ao apontar os dois golos do triunfo, aos 15 e 28 minutos, tendo a Argentina reduzido, também aos 28, por Ángel Claudino.Portugal entra na lista restrita de países campeões do mundo de futsal, que continha apenas o Brasil, vencedor em cinco ocasiões, Espanha, detentora de dois títulos, e Argentina, que ganhou a última edição, em 2016, na Colômbia. A melhor prestação de sempre dos lusos, até agora, tinha sido o terceiro lugar obtido em 2000, na Guatemala.Duas seleções pouco atrevidas iniciaram o jogo, sem querer arriscar numa partida com caráter tão importante, e os primeiros minutos foram disputados longe das balizas, embora com ascendente da Argentina, a aproximar-se mais vezes da defendida pelo guarda-redes Bebé.A primeira ocasião flagrante da partida pertenceu mesmo à formação ‘albiceleste’, aos oito minutos, quando o ex-benfiquista Alan Brandi acertou no poste, mas Tiago Brito respondeu prontamente, com um remate rasteiro, para defesa de Nicolás Sarmiento.O momento determinante da primeira parte surgiu aos 13 minutos, quando Cristián Borruto viu o cartão vermelho por uma agressão evidente a Ricardinho, com um murro na zona abdominal, detetado através do sistema de vídeo, a pedido dos portugueses.Em superioridade numérica, o ‘capitão’ teve uma ocasião soberana, ao aparecer no segundo poste e a desviar, em direção ao poste, mas Portugal conseguiu aproveitar a vantagem e colocar-se na liderança aos 15, num autêntico ‘tiro’ de Pany Varela.Zicky, aos 17, teve a oportunidade de dilatar o marcador, mas, em excelente posição, acertou mal na bola, antecedendo a reação argentina antes do descanso, que chegaria com 1-0 a favor dos lusos, graças a uma grande defesa de Bebé, a segundos da ‘buzina’.Na segunda parte, Portugal manteve-se por cima do jogo, com uma exibição segura e personalizada, tendo em Erick Mendonça a principal peça no ataque à baliza contrária, primeiro aos 24, com muita classe, a ‘picar’ por cima de Nicolás Sarmiento, mas à trave.O duelo prosseguiu nos instantes seguintes, mas o guarda-redes sul-americano levou a melhor em duas ocasiões, com intervenções vistosas, antes de Pablo Taborda rematar, num livre direto, contra o corpo de Tomás Paçó, que estava encostado a um poste.A equipa das ‘quinas’ ampliou a vantagem, em novo ‘disparo’ do inevitável Pany Varela, aos 28 minutos, que apontou o seu oitavo golo em sete encontros, mas foi ‘sol de pouca dura’, pois a Argentina reduziu logo, por Ángel Claudino, com desvio de Tomás Paçó.A partir daí, a formação argentina assumiu por completo o encontro e valeu Bebé ao conjunto luso, com defesas importantes, duas delas aos 29 e outra aos 35, mas a maior perdida foi de Matías Edelstein, aos 31, a atirar para fora com a baliza toda à mercê.Com guarda-redes avançado, a Argentina ‘carregou’ ainda mais e ficou a pedir uma grande penalidade por alegada mão de João Matos, mas os árbitros nada assinalaram e Portugal aguentou até ao fim, num maravilhoso epílogo de um Mundial memorável.